Curso de Liderança: desenvolver líderes pode salvar sua empresa

Curso de Liderança Elev CoachingVocê já ouviu, já leu e com certeza já pensou sobre isto. Treinar e desenvolver líderes pode salvar sua empresa, mas como fazer isto? Certamente já contratou um curso de liderança e no início foi muito legal, mas um mês depois as coisas voltaram a ser como antes. Qual o segredo para realmente ter um líder que motive sua equipe?

Regra de Ouro do Curso de Liderança: Autoconhecimento

Antes de falar sobre a liderança, propriamente dita, é importante falar sobre autoconhecimento. No século IV a.C. o estrategista Sun Tzu escreveu o livro A Arte da Guerra e, entre várias lições, escreveu:

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.”

Em 1998, o psicólogo americano, Daniel Goleman publicou o livro Inteligência Emocional e traduziu o conceito de Sun Tzu da seguinte forma:

“…capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos.” 

Para ele, a inteligência emocional é a maior responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos. Como exemplo, recorda que a maioria das situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as pessoas e, desse modo, pessoas com qualidades de relacionamento humano, como afabilidade, compreensão e gentileza têm mais chances de obter o sucesso.

Segundo ele, a inteligência emocional pode ser categorizada em cinco habilidades:

  1. Autoconhecimento Emocional – reconhecer as próprias emoções e sentimentos quando ocorrem;
  2. Controle Emocional – lidar com os próprios sentimentos, adequando-os a cada situação vivida;
  3. Auto-Motivação – dirigir as emoções a serviço de um objetivo ou realização pessoal;
  4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas – reconhecer emoções no outro e empatia de sentimentos; e
  5. Habilidade em relacionamentos inter-pessoais – interação com outros indivíduos utilizando competências sociais.

As três primeiras são habilidades intra-pessoais e as duas últimas, inter-pessoais. Tanto quanto as primeiras são essenciais ao autoconhecimento, estas últimas são importantes em:

  1. Organização de Gruposhabilidade essencial da liderança, que envolve iniciativa e coordenação de esforços de um grupo, bem como a habilidade de obter do grupo o reconhecimento da liderança e uma cooperação espontânea.
  2. Negociação de Soluções – característica do mediador, prevenindo e resolvendo conflitos.
  3. Empatia – é a capacidade de, ao identificar e compreender os desejos e sentimentos dos indivíduos, reagir adequadamente de forma a canalizá-los ao interesse comum.
  4. Sensibilidade Social – é a capacidade de detectar e identificar sentimentos e motivos das pessoas.

Agora entendemos porque o primeiro passo do líder é ser líder de si mesmo. Se você deseja ser um líder de alta perfomance, comece se conhecendo e se desenvolvendo. A liderança de outras pessoas virá naturalmente.

Aqui já temos um primeiro alerta sobre cursos de liderança. Se o conteúdo deixar de fora informações sobre o autoconhecimento, certamente terá um resultado muito superficial.

Curso de Liderança: Conhecendo Diferentes Modelos de Líderes

Curso de liderança de alta performance

Cursos de Liderança devem abordar autoconhecimento e diferentes estilos de liderar

Tanto se tem falado de liderança, mas afinal, o que é liderança? É algo genético? É algo que pode ser aprendido e desenvolvido? De forma sucinta e contundente, a professora, Sylvia Constant Vergara define liderança como sendo “a capacidade de exercer influência sobre indivíduos e grupos”. Há várias teorias que discutem o tema. A própria professora em seu livro “Gestão de Pessoas” (Editora Atlas, 8ª. edição, 2009) apresenta as três mais tradicionais teorias sobre liderança: a dos traços, a dos estilos e a contingencial.

A Teoria dos Traços, também chamada de Teoria das Características, baseia-se que a liderança é decorrente de traços físicos, intelectuais e/ou sociais. Observando-se alguns líderes (Bill Gates, Gandhi, Obama, Hitler, Maradona, por exemplo), pode-se refutar imediatamente esta teoria, considerando-se a diferença existente entre as pessoas.

A segunda é a Teoria dos Estilos, que tem como alicerce os tradicionais modelos: autocrático (autoritário), democrático (que ouve seus liderados) e laissez-faire, que é o “deixa rolar”. Em geral, imagina-se que o democrático é invariavelmente o melhor estilo, porém, nem sempre se tem “tempo suficiente” para ouvir seus liderados e tomar a decisão, lembrando que a decisão é do líder e não resultado de votação ou consenso obtido com o grupo.

Finalmente, a terceira teoria é a contingencial, ou Teoria Situacional. Esta teoria diz que a liderança depende de três fatores: líder, liderados e tipo da tarefa, por isso, é chamada de situacional, pois depende da situação. Há ainda outras teorias, como: das competências (conhecimento e habilidades), de resultados e da marca.

Os autores norte-americanos Dave Ulrich, Norm Smallwood e Kate Sweetman, especialistas na área de liderança, no livro “O código da liderança: cinco regras para fazer diferença” (Editora Bestseller, 2009), apresentam resultados de seus estudos, experiências e pesquisas de campo que realizaram para identificar a “fonte” da liderança, daí, o título do livro “o código da liderança”, no sentido de se decifrar os modelos de liderança.

Os autores criaram então, cinco regras da liderança: (1) Visionário (preparar o futuro), (2) Executor (fazer acontecer), (3) Gestor de talentos (engajar o profissional talentoso), (4) Fomentador de capital humano (formar a próxima geração) e (5) Investidor (investir em si mesmo: autoconhecimento, saúde, energia, etc.). As regras 2 e 3 são de curto prazo, as 1 e 4 são de longo prazo; enquanto a regra 5 é contínua.

Ulrich, Smallwood e Sweetman afirmam que todos os líderes têm pontos fortes e fragilidades em cada uma destas cinco áreas, por isso, ratificam que o autoconhecimento possibilita que a pessoa se desenvolva e cresça nas dimensões mais carentes. Os checklists apresentados no livro possibilitam que o leitor avalie rapidamente sua condição nas áreas mencionadas.

Ainda segundo os três autores, o somatório destas cinco áreas representa cerca de 70% do código (essência) da liderança. E os outros 30%? De onde vêm? Aí, são as particularidades da pessoa que pode englobar traços físicos, intelectuais, sociais, força de vontade, capacidade de comunicação, ambição, carisma, estilo, simpatia, determinação, etc.

Neste ponto, podemos fazer um novo alerta sobre o curso de liderança: o uso do assessment.

Assessment é a designação contemporânea para a identificação do gerenciamento por intermédio de técnicas e avaliações que conduzem ao diagnóstico do potencial das pessoas. Estes testes se tornaram populares em processos de recrutamento e seleção, mas vão muito além disto. Ao conhecer com critérios e método o perfil de cada profissional, é possível trabalhar o desenvolvimento de acordo com o indivíduo e não mais de forma generalizada.

Daí a importância do assessment quando se trata de desenvolver líderes estratégicos para a empresa, como gerentes de conta, gerentes de área, diretores e outros cargos sensíveis.

A Liderança em Momentos de Crise

Durante as grandes navegações era comum que diante de um sério problema, os marujos se revoltassem e atirassem o capitão no mar. Em 1492, Cristovão Colombo seguia para o descobrimento da América, mas após um mês de viagem as coisas não iam bem. Os ventos tinham cessado, a água e comida já estavam no fim e o medo crescia entre a tripulação.

Ao sentir a crise entre os homens, Colombo convoca os oficiais e fala entusiasmado, relembra a importância da viagem, comenta os obstáculos vencidos e diz a famosa frase:

“Mares calmos não criam bons marinheiros. Apenas os melhores navegam em mares bravios.”

Em seguida prometeu que se em três dias a terra não fosse alcançada, retornariam a Espanha. O motim foi evitado e antes deste prazo desembarcaram no Caribe.

Quantas vezes as notícias sobre a economia brasileira abalam o entusiasmo de sua equipe?

Como as pessoas na empresa reagem ao saber que as metas de vendas não estão sendo atingidas?

Qual a postura dos líderes ao conversar com as equipes?

Cabe ao líder manter o moral dos colaboradores, com presença, diálogo e inteligência. Se ele se esconder, se mostrar derrotado ou mentir, o fracasso é certo. Acompanhei uma reunião de equipe, onde um executivo tinha participado de um de nossos cursos de liderança, a empresa é de um setor duramente atingido pelo esfriamento da economia.

A preocupação com o futuro dos empregos é visível. Mas ao invés de falar de crise, ele elogiou melhorias em cada setor, ressaltou a diminuição das falhas, a redução do desperdício e o comprometimento da equipe, aplaudiu o esforço da equipe de vendas para conquistar novos clientes. Fez uso do conhecimento adquirido no curso de liderança, estava consciente do objetivo a ser atingido.

Assim como Cristóvão Colombo, ele sabe que o grande líder é feito durante as crises.

Agora você já sabe o que exigir de um curso de liderança.

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Curso de Liderança e palestra de motivação