Emprego depois dos 40: três em cada quatro não conseguem

Trabalho após os 40 anos: 3 em cada 4 não conseguemO IBGE acaba de divulgar a nova perspectiva de vida do brasileiro, revelando que estamos vivendo mais, chegando aos  74,9 no ano passado. Isto impacta diretamente em questões como aposentadoria e também o emprego depois dos 40 anos. Mais um grande desafio no horizonte do RH.

A VAGAS realizou uma pesquisa inédita sobre o Mercado de trabalho para profissionais de 40 anos com os dois públicos envolvidos: empresas contratantes (426 respondentes) e os próprios profissionais (1594 entrevistados) para compreender sua empregabilidade no cenário atual. “Os resultados mostram duas visões quase antagônicas sobre critérios de seleção e contratação”, diz Rafael Urbano, da equipe de Inteligência da Negócios, que coordenou o estudo.

Segundo o levantamento, a maioria das empresas (62,2%) ainda resiste em contratar trabalhadores nessa faixa etária. Fatores como salários elevados, perfil conservador e pouco respeito à gestão dos mais jovens foram alguns dos maiores entraves constatados no levantamento que impedem a contratação desse profissional mais experiente.

“As empresas continuam contratando profissionais dessa faixa etária, mas para posições mais estratégicas. Como o perfil desse trabalhador normalmente é mais qualificado, nem sempre há vagas para atender esse tipo de demanda”, observa Fabíola Lago, da equipe de Comunicação, que encomendou a pesquisa.

De acordo com a pesquisa, realizada de 27 de agosto a 4 de setembro, os dados mostram que sim, a maioria das empresas contrata profissionais com mais de 40 anos (89,4%), porém com baixa frequência e para cargos de gestão e alta gestão (58%). Já cargos como analistas (39%), cargos técnicos (35%) e operacionais (48%) são contratados “muito frequentemente”.

Entre as barreiras verificadas para se contratar profissionais na faixa dos 40, mais da metade (56,1%) acredita que a remuneração mais alta é um impeditivo. Dos demais obstáculos que mais foram mencionados no levantamento, aparecem: possuem um perfil mais conservador (40,6%), não respeitar as lideranças mais jovens (30,5%), perfil pouco inovador (26,5%), idade (23%) e conhecimento técnico defasado (19,7%).

Outro dado que mostra a preferência das empresas por pessoas mais jovens é quando há uma disputa com profissionais mais maduros.  Os mais novos têm a preferência de 56,7% dos entrevistados em um processo seletivo ante 43,3% da turma dos quarenta.

Por outro lado, quando perguntadas sobre para quais tipos de cargos as empresas procuram profissionais “quarentões”, os representantes dessas companhias priorizam para vagas de gestão (77,7%), especialistas, consultores (68%), alta gestão (58%), operacional (40,9%), analistas (32%), cargos técnicos (25,5%), outros (7,6%) e estagiário/ auxiliar (6,8%).

A pesquisa também conseguiu identificar quais são as vantagens de se contratar profissionais acima de quarenta anos. Das respostas que tiveram maior percentual, aparecem: maturidade (81,4%), experiência de mercado (80,1%), conhecimento técnico (70,1%), experiência de vida (69,1%), mais comprometimento (58,5%), equilíbrio emocional (57,5%) e mais fidelidade à empresa (45,4%).

A opinião de quem tem mais de 40 anos

Emprego após os 40: desafio para os brasileiros

Nessa pesquisa, realizada de 15 de agosto a 3 de setembro, houve um total de 1594 respondentes predominantes do sexo masculino (77,2%), maioria na faixa dos 40 aos 49 anos (65,4%), pós-graduados (52,6%) e com filhos (74,2%).

Um dado que chamou a atenção foi a sensação desses candidatos em relação ao mercado de trabalho. Quando questionados sobre os desafios para quem está nessa faixa etária, o item que prevaleceu foi preconceito das empresas (59,8%).

Em seguida, aparece aceitar salários mais baixos para não perder a oportunidade (43,9%), omitir verdadeira qualificação para não perder a oportunidade (14,4%) e fazer pós-graduação, MBA, mestrado (14,2%). Mais abaixo também foram mencionados acompanhar o ritmo das mudanças tecnológicas (8%), adaptar-se às grandes mudanças no mercado ou empresa (7,6%), ter mais conhecimento técnico (7,2%), desenvolver competências comportamentais (7,1%) e trabalhar com profissionais mais jovens (6,6%).

A pesquisa também procurou conhecer o grau de valorização desse profissional. Os que se sentem pouco ou nada valorizado somam 34,4%. Os valorizados ou muito valorizados são 49,2%.

Na hora de procurar por um emprego, cerca de três em cada quatro profissionais quarentões (72,6%) disseram que o mercado está “muito difícil” ou “difícil”.

Se procurar por uma nova oportunidade não está fácil, mudar de profissão seria uma boa alternativa? Para 26,3%, atuar em outra área valeria à pena. Outros 14,1% revelaram que pretendem abrir um negócio próprio. Quase metade (46,2%) não pretende mudar de profissão. Há 10,2% dizendo que vão continuar fazendo a mesma coisa.

Há aqueles também que buscam uma colocação no mercado de trabalho. A maioria (60,9%) trabalha e procura uma oportunidade de emprego melhor. Aqueles que não trabalham e querem se recolocar no mercado somam 32,6%.

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