Presenteísmo: dívida está entre as maiores causas

Dívidas causam o presenteismoAs dívidas estão entre os maiores causadores do “presenteísmo“. Colaborador endividado não produz e não presta atenção no que está fazendo. Incluir a Educação Financeira no programa de benefícios tem sido uma ótima opção.

Nos últimos meses aumentou a constatação de que mais e mais brasileiros passam apertado para chegar até a data do pagamento, pois já ficam sem dinheiro no meio do mês. O Ibope divulgou pesquisa mostrando que essa é a situação de 73% da população.

Quando a conta corrente passa para o vermelho e a carteira fica vazia, as pessoas apelam para o cheque especial ou pedem um empréstimo.

Essas soluções têm como consequência os juros que os devedores devem pagar. O cheque especial, por exemplo, cobra juros de até 256% ao ano e o cartão de crédito ainda mais, cerca de 270% ao ano.

As empresas estão notando que o endividamento não apenas afeta o orçamento do funcionário, como também a sua produtividade. Aumentam as faltas e o foco da atenção do endividado se afasta das tarefas do dia a dia. Muitas empresas tomaram a iniciativa de ajudar esses empregados, criando programas de educação financeira.

Educação Financeira no Programa de Benefícios

É o caso de  grandes empresas como a Johnson & Johnson, Azul Linhas Aéreas, TNG e Natura estão oferecendo programas de planejamento do orçamento, complementados por assistência jurídica e psicológica.

A novidade é que esse tipo de assistência ao empregado está aumentando. Existem estudos que mostram que 27% das empresas brasileiras já pensam em oferecer ao funcionário algum tipo de orientação financeira, para prevenir o endividamento.

Ajudar o funcionário, evitando que se torne endividado e pague altas taxas de juro está passando a ser fundamental na gestão de empresas. Essa atitude faz toda a diferença e se traduz em mudanças de comportamento na hora de fazer escolhas para uma compra.

Educação financeira no programa de benefíciosO problema tem também uma variável de gênero, porque os homens são mais afetados em seu desempenho profissional quando está envolvido em dívidas, em decorrência de seu papel social de chefe de família. O grau de escolaridade também interfere na reação diante das dívidas, pois quanto maior o nível de estudo, maiores os problemas psicológicos e emocionais com o endividamento. As consequências são quase tão profundas quanto os problemas familiares, atrapalhando a produtividade. Até a frequência de faltas aumenta.

Algumas empresas estão fornecendo ao funcionário um cartão de crédito, que adianta 30% do salário do mês seguinte, se forem necessárias despesas emergenciais. Essa é uma opção que pode ajudar a ficar longe do endividamento no cartão de crédito ou no cheque especial.

O cartão empresarial Pague Certo! impede que se gaste mais do que se ganha, limitando o crédito a um valor bem menor do que no cartão de crédito. Há um incentivo maior para guardar o dinheiro e comprar o que se quer à vista, evitando as compras por impulso. Já há 380 empresas no Brasil oferecendo essa alternativa aos funcionários.

Entretanto, o importante é não continuar a conviver com o endividamento, mas se livrar dele para poder passar a outra etapa financeira, o investimento.

O endividamento levou muitos empregados a pedir demissão do emprego para utilizar o dinheiro de rescisão de contrato e fundo de garantia no pagamento de dívidas. Com os cursos de educação financeira os funcionários passaram a perceber os altos juros que pegam e passam a guardar dinheiro na poupança, tendo em vista um objetivo que desejam alcançar.

A poupança é o primeiro passo de quem quer economizar. Outras formas de investimento podem ser iniciadas posteriormente, como a compra de títulos de capitalização e aplicações em fundos de renda fixa.

Uma mudança de hábitos que melhora a gestão das finanças pessoais começa com o planejamento financeiro, o controle de gastos, a poupança e a aplicação planejada. No início pode ser difícil de adotar, mas com os benefícios que aparecem o indivíduo se torna mais motivado e até as empresas vão notar as mudanças benéficas dos novos hábitos.

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