23 Anos da Lei de Cotas e suas Lições

23 anos da Lei de CotasA Lei de Cotas comemora seu 23º aniversário neste 24 de julho. Um marco nos Direitos da Pessoa com Deficiência e uma grande lição para mim no desenvolvimento de equipes de alta performance.

Indicadores do apontam que 330 mil 296 pessoas com deficiência estão formalmente empregadas no Brasil atualmente. A população brasileira que registra alguma deficiência chega a 45 milhões e 600 mil pessoas.

O Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência (PADEF), gerenciado pela Secretaria  de Estado do Trabalho de São Paulo, inseriu 562 pessoas com deficiência (PcDs) no mercado de trabalho no primeiro semestre deste ano. O número representa crescimento de 31% em relação ao mesmo período do ano passado, que registrou 429 admissões.

Números não mudam Comportamentos

Os números mostram avanços e ajudam a medir o trabalho realizado, também mostram pontos de melhoria e outros a serem debatidos. Eu, que sou um apaixonado por indicadores sei bem da sua importância.

Em 2005, o jornalista, Adriano Carvalho representou a Expansão em homenagem feita pelas Casas André Luiz, em GuarulhosMas, os números são sempre frios e guardam poucas lições. Minha relação com a Lei de Cotas veio há uns bons anos através de profissionais que vivem de fato a inclusão social destas pessoas. Foi com o , que usando silicone como braços, pés e mãos e ajuda recuperar entre outras coisas, a independência de seus pacientes.

Conhecimento que pude aprofundar com outros dois grandes talentos cariocas, a administradora, Ana Carvalho e seu irmão, .

Com os três aprendi que o talento não vem em partes, que a produtividade não está “localizada” na mão e nem o pé “guarda” a honestidade de alguém.

Alta Performance. Marcelo GonzalezE foi com a ajuda de Marcelo Gonzalez que conheci outra especialista, a terapeuta ocupacional, , junto com George Philot. Com eles, aprendi olhar além da inclusão ou da reabilitação, aprendi que o mundo é diverso e apenas na diversidade se encontra a evolução.

A riqueza das diferenças está na própria diferença, seja de opinião, idade, condição social e qualquer outra. Foi este pensamento que impulsionou a construção do primeiro .

A terapeuta ocupacional, Gisleine Martin e o jornalista, Adriano Carvalho organizando equipamentos para uma feira na Alemanha.Meu orgulho pessoal é ter participado de todo projeto, desde as primeiras conversas até a apresentação, com centenas de crianças e adultos se divertindo. (.)

Foi através da convivência com deficientes que se tornaram meus amigos, e com as famílias deles, que meus pensamentos mudaram. O desconhecido assusta e cria um monte de fantasmas, o segredo está no conhecimento.

Hoje, conheço empresas que não ultrapassam o limite de 100 colaboradores para não estarem obrigadas a cumprir a Lei de Cotas. Que mediocridade! Ao invés de pensar na obrigação, pense no ganho de aprendizagem, no ganho de cidadania, no ganho de humanidade.

Pois, com toda certeza do mundo, posso dizer que minha evolução não passou pela Lei, mas pela generosidade de grandes amigos deficientes ou não.

feedSe você gostou do artigo, envie para um amigo ou parceiro de negócios. E para receber as atualizações basta assinar o Feed do Caminhando Junto, seguir pelo Twitter ou cadastrar seu e-mail, o serviço é totalmente gratuito.


Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.