RH | As boas vindas ao colaborador

Acolhimento gera retenção de talentosAmanhã começo um novo trabalho. A empresa é ótima, os valores e princípios são compatíveis aos meus, tenho experiência e gosto muito da área em que vou atuar. Mas, quem vai me receber? Será que tem mais alguém entrando amanhã? Será que vou gostar das pessoas de lá? Tantas dúvidas, ansiedade, “frio na barriga” e até certo medo do novo e desconhecido. O primeiro dia, certamente, a gente nunca esquece.

Provavelmente você já se deparou com essa situação e possivelmente sua reação foi bem parecida com essa. “As primeiras impressões criam as últimas impressões”. Justamente para evitar esse possível desconforto, deveriam apostar mais em programas de ambientação/ onboarding bem estruturados, voltados não só para o novo colaborador, mas também para o gestor contratante e os colaboradores atuais que irão recepcionar e acolher quem está chegando.

Um estudo feito nos EUA revelou que colaboradores de 30% das empresas entrevistadas levam 1 ano, ou mais, para atingir total produtividade. Enquanto isso, 60% das empresas confirmaram que não costumam fazer planejamento para os novos contratados. A pesquisa mostrou ainda que . Já imaginou gastar toda essa quantia com um contratado que ficou menos de 1 ano? Pois é o que acontece. Além disso, aproximadamente 35% das companhias gastam R$0 com onboarding. Exatamente isso, não investem absolutamente nada em ambientação. Ou seja, gastam em torno de R$22mil para contratar alguém e R$0 para receber, integrar e tornar esse indivíduo produtivo.

Mas, por que uma empresa deve realmente se preocupar em implementar programas eficientes de ambientação? São vários os motivos: , acelerar a curva de aprendizado e até . Ao ambientar, a companhia ativa o sentimento de pertencimento do novo colaborador, estimulando o seu desempenho. Isso reflete diretamente no resultado do negócio, inclusive no turnover – termo muito conhecido atualmente pelas organizações. Um colaborador eficiente e, sobretudo, engajado minimiza a possibilidade de rotatividade.

Familiarizar e acolher são estratégias imprescindíveis no processo de ambientação. Orientar: guias, dicas, treinamentos e capacitações norteiam os primeiros passos e desembaraçam as primeiras dúvidas; familiarizar: a aproximação entre colaborador e empresa é importante para diminuir um possível desconforto e estimular que informações advenham de uma boa rede interna de relacionamentos; acolher: mais do que ser bem recebido, o novo colaborador precisa se sentir acolhido e envolvido no novo trabalho.

Quanto mais envolvente, mais eficaz. Um bom programa tem início no aceite da proposta, no momento em que o candidato passa a ser colaborador. Antes mesmo do primeiro dia o processo começa e, a partir daí, tem continuidade nos meses ou até anos seguintes. Além disso, o grande propósito é permitir que o novo funcionário saiba como obter a informação necessária, sempre que desejado.

Atentas a esse cenário, empresas cuidadosas ambientam o novo colaborador antes mesmo do primeiro dia de trabalho. Uma organização global, presente em diversos países, criou uma cidade digital em 3D com personagens recepcionando seus novos integrantes e apresentando todos os tipos de atividades desenvolvidas pela companhia. Assim, antes mesmo do primeiro dia, o novato teve a oportunidade de simular uma visita virtual para entender a complexidade dos negócios e a dimensão da organização em que estava ingressando. Um vídeo de boas-vindas, estrelado por uma gama de profissionais espalhados pelos diversos cantos do mundo, mostrava ao colaborador que a partir daquele instante ele também fazia parte daquele universo.

No programa de Onboarding, os gestores contratantes também precisam se preparar para a chegada do novo colaborador com informações sobre a área e a função. Mas, na verdade, é tão imprescindível que o novo colaborador sinta o valor de fazer parte de um grupo, como também que todos da companhia percebam a importância de receber esse novo integrante. Essa deve ser uma experiência inesquecível porque ambientar é, de fato,

Renata Lourenço é Especialista em Comunicação da Affero e Marta Enes é Diretora de Tecnologias Educacionais da Affero

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.