Brasil Kirin é condenada por assédio moral

Empresa é condenada por assédio moralA Brasil Kirin, dona da Schin, . Esse valor deverá ser revertido ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). A decisão é da 4ª Vara do Trabalho de Guarulhos.

A empresa foi alvo de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho de Guarulhos, após investigação da procuradoria ter . De acordo com o Ministério Público do Trabalho, as investigações revelaram que os gerentes tinham uma postura ofensiva ao lidar com seus vendedores e ao cobrá-los o alcance de metas de vendas.

O tratamento abusivo foi identificado tanto em reuniões quanto em conversas particulares entre gerentes e vendedores. “Ameaças de mudança de região também eram usadas para tentar elevar o índice de vendas”, diz o ministério.

EXIGÊNCIAS

O ministério também pediu na ação que a Brasil Kirin “se abstenha de submeter, permitir ou tolerar atitudes que manifestem preconceito, assédio ou discriminação, de qualquer espécie, para com seus empregados, aplicando as punições a seus autores previstas na legislação trabalhista.”

Além disso, a empresa foi obrigada a adotar medidas destinadas a apreciar as reclamações ou denúncias de empregados, investigando e apurando a eventual procedência destas, referentes à prática de atos discriminatórios ou de assédio contra seus empregados.

Outra exigência é a de que seja levada ao conhecimento de todos os empregados a existência de canais de denúncia. Haverá multa diária de R$ 1.000, por trabalhador lesado, caso a empresa não cumpra qualquer das obrigações previstas na sentença. O valor da multa também irá ao FAT.

Procurada pela reportagem, a empresa disse que “não se manifesta sobre processos judiciais ou administrativos que estejam em trâmite.”

Modelo de liderança ultrapassado

O caso da Brasil Kirin não é exceção, é uma regra em alguns setores como o de bebidas ou varejo alimentar. Há décadas as reuniões de vendas são pesadas, as equipes são tratadas comumente com palavrões, numa referência clara aos modelos militares de treinamento. Mesmo com tantos recursos, com tanto dinheiro para investir em equipes, estas empresas continuam adotando um modelo de liderança pra lá de ultrapassado.

Antes da internet, uma notícia assim nem chegaria aos ouvidos do consumidor, mas hoje é diferente. Agir errado contra seus funcionários traz, além dos prejuízos legais, uma mancha na marca, a perda de grandes talentos e, principalmente, o afastamento do consumidor. Há algumas semanas , mais éticos, mais justos e que realmente tenham a capacidade de inspirar mudanças. A Brasil Kirin parece não ter visto as manifestações.

Combata o assédio moral preparando os líderes da sua empresa

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.