Manifestações | O que sua empresa deve aprender

Misael e Jacqueline na manifestaçãoAs manifestações populares vão acabar? Esta foi a pergunta que um executivo me fez no começo da semana. Sinceramente acredito que não e tanto políticos quanto empresas tem muito a aprender com que aconteceu e ainda acontece no Brasil. O fenômeno #ogiganteacordou

Quando as manifestações começaram ninguém, nem mesmo os organizadores tinham ideia da proporção que atingiriam. Imprensa, políticos e outras organizações subestimaram a força de mobilização das redes sociais, principalmente Twitter e Facebook, e, mais ainda, o tamanho da frustração que o brasileiro guardava com relação o que vê no país.

Deixando ideologias políticas à parte e também os muitos grupos de interesse que tentaram vincular sua imagem às manifestações, vimos uma . Digo isto, porque o processo só alcançou a proporção que vimos graças às redes sociais. Um meio de comunicação que não enfrenta censura, que foi alimentado por todos (contra ou à favor), movimentou um debate enorme que envolveu de crianças à idosos, de ricos à pobres, e por não enfrentar censura também não precisou de uma coordenação centralizada.

Os manifestos quase não tinham objetivos práticos, mas tinham uma missão “mudar o país”. Já faz tempo que os estudos sobre a ou pelo cargo, mas sim por uma missão. Tivemos a prova. Jovens que nunca foram rebeldes, foram as ruas, gritaram, enfrentaram a polícia, se organizaram em grupos de discussão, assumiram uma missão.

Sua empresa tem uma missão? Seus colaboradores sabem e sentem qual é esta missão? Seu cliente sabe qual a missão da sua empresa? Esta pergunta é fundamental daqui pra frente. Porque sua empresa faz as coisas do jeito que faz? Como seus fornecedores são escolhidos? A corrupção faz parte dos processos internos ou externos?

Cuidado! As manifestações colocaram todos os partidos e líderes políticos de joelho. A popularidade da presidenta Dilma caiu 27% após as manifestações. Em março ela tinha a reeleição garantida com uma aprovação de 65%, agora gira em torno de 30%. E não foi só ela, todos os líderes políticos que usam o mesmo velho discurso foram questionados e enfrentados. Imagine o seu cliente jogando na sua cara o serviço medíocre que sua empresa presta?

A reinvenção do diálogo

Ou você conversa com seu cliente, sabe o que ele deseja e o que não gosta na sua empresa? As redes sociais mostraram a força do diálogo, das relações. Um cliente irado pode motivar outros a não comprar mais o seu produto como forma de punição. Ou pode ser um fã ardoroso e levar sua mensagem para amigos e familiares, sem pedir nada em troca.

Vendas no comércio despencaram

O comércio varejista calcula queda de pelo menos 15% nas vendas em razão da onda de protestos em todo o país, que se somam às crescentes perdas com a inflação. Cerca de R$ 9 bilhões deixaram de ser faturados nas últimas três semanas. Os cálculos do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) bateram estimativas iniciais, mais otimistas, e ainda sinalizam para um esforço generalizado de liquidações a partir de julho, voltadas para equilibrar caixas e reduzir o custo pesado dos elevados estoques.

Após essas três semanas de protestos, que abalaram a rotina de lojistas, sobretudo nas maiores cidades, a incerteza dos comerciantes recai sobre o ritmo dos negócios no período que antecede o Dia dos Pais, em agosto, e sobre a redução dos estímulos ao consumo dados pelo governo. O desafio das empresas varejistas para recuperar as margens de lucro nas próximas semanas deverá ser ainda maior, se for considerada a coincidência com as férias escolares.

Mais do que liquidações é hora de conversar com seu cliente. As redes sociais estão aí e mais fortes do que nunca.

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.