10 Segredos dos Empreendedores de Sucesso

trabalhoDe cada 100 empresas abertas em Minas Gerais, 81 permanecem no mercado após os dois primeiros anos de existência. O estado apresentou a maior taxa de sobrevivência entre as micro e pequenas empresas do país (81,5%), e consequentemente, a menor taxa de mortalidade (18,5%).

É o que mostra o estudo Sobrevivência das Empresas no Brasil, realizado pelo Sebrae, nos setores de Indústria, Comércio, Serviços e Construção Civil.

“Os dois primeiros anos do negócio são um período crítico, pois as empresas ainda não são conhecidas no mercado, não possuem carteira de clientes e, muitas vezes, os empreendedores ainda têm pouca experiência em gestão”, explica Afonso Maria Rocha, diretor-superintendente do Sebrae Minas.

A pesquisa avaliou micro e pequenas empresas que abriram as portas em 2007 e se mantiveram no mercado até 2009. O resultado mostrou que do segmento, e ficou abaixo da média de 24% da taxa de mortalidade dos pequenos negócios no Brasil. “Os empreendedores mineiros estão empreendendo mais por oportunidade que por necessidade. Eles também estão se preparando melhor antes de entrar no mercado. Esses são alguns dos motivos que podem ter contribuído para o resultado positivo do estado na pesquisa”, afirma Rocha.

Betim foi a cidade brasileira que obteve a maior taxa de sobrevivência das micro e pequenas empresas. De acordo com o estudo, das 573 empresas abertas, 88% sobreviveram em 2009. Outras cidades mineiras que ficaram acima da média nacional foram: Sete Lagoas (87%), Ipatinga (84%), Muriaé, Itaúna e Juiz de Fora (83%), Divinópolis, Poços de Caldas e Itajubá (82%), Pouso Alegre e Nova Lima (81%), Uberlândia, Varginha e Montes Claros (80%), Ubá e Patos de Minas (79%), Governador Valadares, Belo Horizonte, Ribeirão das Neves e Além Paraíba (77%) .

O estudo também fez a análise da sobrevivência das empresas em quatro setores da economia. De acordo com o levantamento, em Minas Gerais as micro e pequenas empresas dos setores da indústria (85%) e do comércio (84%) foram as que mais contribuíram para o resultado positivo. A taxa de sobrevivência nos setores de construção e serviços permaneceram em 77%.

Taxa de sobrevivência no Brasil

Segundo estudo do Sebrae, a região com maior número de empresas que vencem a barreira dos dois anos de vida é a Sudeste, onde também se concentra a maior quantidade de pequenos negócios. Nessa região, o índice de sobrevivência atingiu 78%. Em seguida está o Sul do país, com taxa de 75,3%, depois o Centro–Oeste (74%), Nordeste (71,3%) e Norte (68,9%).

Tomando como referência o estudo de sobrevivência das empresas feito pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) junto a 15 países, a taxa mais alta é da Eslovênia, com 78%. Ao atingir 76%, o Brasil supera países como o Canadá (74%), Áustria (71%), Espanha (69%), Itália (68%), Portugal (51%) e Holanda (50%), entre outros. O estudo da OCDE é o que mais se assemelha ao do Sebrae, no entanto considera ativa a empresa que tem ao menos um funcionário. Já o censo feito pelo Sebrae considera ativa a empresa que está em dia com a declaração fiscal junto à Receita Federal.

Capacitação

Preparar a entrada no mundo dos negócios é o primeiro passo para ter sucesso com uma empresa. De acordo com o Sebrae, elaborar um plano de negócios, avaliar sua capacidade financeira e não misturar as contas pessoais com as da empresa são algumas das principais dicas.

10 dicas para a sobrevivência da empresa

1) Planeje-se sempre;

2) Respeite sua capacidade financeira;

3) Não misture as finanças da empresa com as pessoais;

4) Fique de olho na concorrência;

5) Prospecte novos fornecedores;

6) Tenha controle do seu estoque;

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9) Invista sempre na formação empresarial;

10) Seja fiel aos seus valores e ao do seu negócio

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.