Emprego | Sul de Minas começa 2013 contratando

42-37158994Nos primeiros quatro meses de 2013, no Sul de Minas, Extrema foi a cidade que mais gerou empregos, de acordo com o . Confira o desempenho de outras cidades da região de divisa entre Minas e São Paulo.

Os números do Ministério do Trabalho correspondem aos empregos formais, ou seja, com carteira assinada e revelam que o começo de 2013 não tem sido bom na economia de Poços de Caldas. Os 9.871 estabelecimentos que empregam cerca de 50 mil pessoas fecharam 307 postos de trabalho, sendo a única cidade entre os quatro maiores PIB’s da região a ter este quadro.

Varginha que tem hoje o maior PIB do Sul de Minas, segundo o IBGE, também não teve um resultado expressivo na geração de empregos em 2013. O CAGED aponta que os 8.344 estabelecimentos empregam 36.664 pessoas e nos primeiros quatro meses deste ano, foram criados 582 novos postos de trabalho.

Os dois maiores resultados no Sul de Minas ficam com Extrema com a criação de 1.095 postos de trabalho, seguida por Pouso Alegre com 1.015 novos postos de trabalho. A economia aquecida de Extrema vem sendo mostrada pela imprensa brasileira e mais recentemente integrou o Globo Repórter sobre emprego e renda. Do outro lado da divisa de estado, a paulista, Atibaia, confirma o movimento da economia com a criação de 759 postos de trabalho e Bragança Paulista aparece com a criação de 132 vagas.

Uma pesquisa rápida no site da Catho revelou 1.641 vagas para o Sul de Minas, entre elas apenas 2 vagas de diretoria e 33 de gerência, enquanto para profissionais com curso superior são 269 e para nível técnico 192.

Quais vagas sobram?

Setor_de_serviços_contrataTodas as vezes que números assim são revelados muitas discussões acontecem, motivadas por várias razões desde políticas até a dificuldade pessoal no mercado de trabalho. O fato é que a economia vem sim oferecendo diversas oportunidades para o trabalhador. Um fato que comprova isto é a facilidade com que ele se demite de um emprego, faz isto porque sabe da grande oferta de vagas, do contrário teria um comportamento oposto.

Mas analisando as ofertas, é possível observar que há mais vagas em dois extremos. Áreas como limpeza, serviços gerais, vendas e produção ofertam o maior volume de vagas e são ideais para trabalhadores com pouca qualificação e para quem não quer ficar desempregado. No outro extremo, estão profissionais muito qualificados e com formação técnica. No meio destes dois extremos há muita gente querendo brilhar, mas com poucas vagas.

Parece óbvio mas não é. Se imaginarmos uma fábrica ou mesmo um hotel, veremos que o maior volume de vagas oferecidas está ligado ao trabalho operacional, teremos poucas vagas para direção e gerência, o que não quer dizer que as vagas operacionais sejam ruins. É preciso estar atento a isto, pois mesmo nos setores de produção é possível desenvolver uma grande carreira. Ainda há a ilusão de que apenas trabalhando no administrativo é possível crescer, e é enorme o número de profissionais que brilhavam em áreas mais produtivas e se apagaram ao mudar.

Salários: eterna discussão

Já a discussão entre salários pagos é eterna, quem paga reclama que paga muito, quem recebe reclama que é de menos. Na minha opinião, esta percepção está muito ligada ao custo de vida local e também aos serviços públicos oferecidos. Em cidades onde é preciso contar com plano de saúde e escola particular para os filhos, é claro que estas despesas pesam no orçamento e corroem o salário. Neste ponto, a Lei de Mercado também vale: quanto maior a procura e menor a oferta, maiores os preços. Isto quer dizer que profissionais estratégicos sempre terão acesso a salários melhores.

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.