Programa de Benefícios não retém talentos

programa de benefícios não retem talentosO ano começou à todo vapor para muitos profissionais de RH, a pressão para compor as vagas em aberto novamente expõe . Neste começo de ano, praticamente 100% dos executivos de Gestão de Pessoas informa que 2012 trouxe um índice de Turnover de 2 dígitos. A pergunta volta a ser feita: programa de benefícios retém talentos?

A resposta imediata é: não. O programa de benefícios sozinho não tem o poder de reter talento algum. Pode até atrasar a saída de um profissional, mas no médio prazo vai se mostrar um apelo fraco. Isto porque o efeito do programa de benefícios é temporário. Dois ou três meses depois de oferecido um benefício ele já está incorporado ao dia-a-dia e deixa de ser visto como  um diferencial.

Isto é natural, nosso nível de exigência vai subir sempre que subirmos um degrau, já explicou isto. E se o RH cair na tentação de sempre oferecer um novo benefício, vai chegar um momento em que ficará inviável. Hoje os já estão chegando ao limite do aceitável para qualquer empresa, e pior, ele já não é visto como um diferencial e sim como quesito básico para qualquer contratação.

Na entrevista, o candidato não pergunta mais se a empresa oferece o plano de saúde e sim, qual o plano oferecido.

como reduzir o turnoverEntão, o que fazer para reter talentos?

1- O primeiro passo é . Não adianta pensar em retenção se a empresa paga salários abaixo da média e não oferece o mínimo em termos de benefícios. Eles são importantes para dar segurança ao colaborador e são um grande indicador do respeito com que a empresa trata sua equipe.

2- É importante contar com um trabalho de , alinhando a cultura, fortalecendo valores, dando exposição aos colaboradores. Isto ajuda na criação de um clima saudável e na valorização da marca. Sem um processo de comunicação interna forte e consistente, a “rádio peão” ganha espaço, as fofocas dão o tom das conversas e não há cultura que resista.

3- Completando este tripé está o líder, seu papel é fundamental seja na obtenção de melhores performances, seja na retenção de talentos. É conhecida a frase que diz: “o colaborador não se demite da empresa, se demite do líder”. Então é preciso .

A pouco tempo, numa grande empresa, ao analisar os números de rotatividade de funcionários ficou claro que dois líderes respondiam por 65% da perda de talentos. Pior, quando a empresa ofereceu alternativas de desenvolvimento, como um processo de Coach, foram resistentes à ideia. Colocando na balança os resultados oferecidos e os custos com a perda e reposição de funcionários a empresa não teve dúvidas, demitiu os líderes.

Engana-se o líder que acredita que é responsabilidade do RH motivar e desenvolver sua equipe. Gestão de pessoas é responsabilidade do líder, a função do RH é dar suporte a ele, mas quem está na linha de frente, em contato diário com a equipe é o líder.

Diante dos custos crescentes dos benefícios, da dificuldade no recrutamento e os altos índices de Turnover, é uma tremenda prova de incompetência querer tapar o Sol com a peneira. É preciso encarar de frente estes três pontos básicos na Gestão de Pessoas, sem eles não existe equipe, o que dirá uma equipe de alta performance.

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.