Dia Internacional da Mulher | As lições de casa

modelo_de_liderança_da_mulherToda vez que chega uma data especial nos sentimos motivados a falar sobre, e, com o Dia Internacional das Mulheres, não é diferente. Mas enquanto muita gente olha para as grandes mulheres que fizeram história, acho mais importante olhar o exemplo que está bem perto de nós, na sua empresa, na sua casa, do seu lado. Que tal?

Bem, vou partir do princípio que você sabe como começou a história do Dia da Mulher, certo? Se não conhece, leia este artigo sobre o Dia Internacional da Mulher.

A história é bem forte e cheia de lições, mas desde que nascemos aprendemos muito com as mulheres que povoam nossas vidas. Mães naturais ou adotivas, avós, tias, professoras, namoradas, esposas, colegas de trabalho e por ai vai.

No passado, as grandes líderes tinham que incorporar, talvez a pior parte, dos líderes masculinos. Algumas eram mais duras do que os homens, como a Dama de Ferro inglesa.

Hoje, mais harmonioso, mais atencioso, dando um valor verdadeiro às pessoas. Afinal, foram criadas com estas habilidades.

Mas, incrivelmente, elas continuam sendo desrespeitadas, ganham menos e tem menos acesso aos cargos de liderança, mesmo tendo mais anos de estudo do que os homens brasileiros. Como explicar tal disparidade? Não tenho outra resposta, senão acreditar que ainda seja um resquício do desejo masculino de mostrar poder.

Mas olhando dentro de casa, percebo que esta situação não terá como durar muito mais e explico.

Minha mãe, Dona Regina, vem de uma geração criada para servir o marido. Mesmo que trabalhasse mais e melhor, tinha a missão de dar suporte ao sucesso dele. Era sempre a Regina do Vanderlei (meu pai). Minha esposa, Andréia, já faz parte de uma geração que desejava independência, mas uma situação meio negociada com o marido ou companheiro. O desejo de equilibrar a balança entre ambos, seja nas tarefas de casa ou na divisão das despesas. Aqui ela já começa a ter sobrenome próprio, mas quer muito a aprovação e a cumplicidade do companheiro.

Agora, assisto ao crescimento de , que faz parte de uma geração de mulheres que não precisa dos homens. Seu sucesso não passa por um casamento ou pela geração de filhos. Os terá apenas se for um desejo pessoal. Sabe também que seu sucesso profissional não precisa da aprovação ou ajuda de um companheiro. Esta independência natural vai se refletir no trabalho, já que ela não carrega nenhum traço de submissão. Pelo contrário, na faculdade, está acostumada a ter colegas homens em pé de igualdade e, aposto, não aceitará empregos onde tenha salários menores do que eles.

Ao seu lado, tem a crescente exigência das empresas por profissionais bem qualificados e no quesito dedicação ao estudo as mulheres dão banho nos homens.

O Dia Internacional da Mulher não deveria ser uma comemoração comercial, e sim um grande momento de reflexão. Homens e mulheres deveriam pensar mais em como lidar com este novo estágio de liderança, jogar fora todas as lições que não fazem mais sentido e criar um novo caminho onde respeito e realização pessoal fossem a regra.

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.