O Teatro de rua e o Engajamento

aprendendo engajamento com o teatro de ruaSempre que surge alguma nova tendência em gestão de pessoas, acabamos pesquisando ferramentas, tecnologias e consultorias muitas vezes distantes da realidade da empresa. Esquecemos que algumas soluções bem simples também guardam importantes lições, como o teatro de rua.

Uma das modalidades mais simples de arte, o teatro de rua é ainda muito interessante e por diversas razões. Primeiro pela diversão em si que proporciona a todos, sem qualquer distinção, necessitando de recursos mínimos como cenários, figurinos e efeitos muitos simples e possíveis de serem manuseados na frente de todos.

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Ontem, foi o encerramento da VI Mostra de Teatro Lafayette Galvão, em Pouso Alegre/MG, e uma das atrações foi justamente a apresentação da Cia. Dita Cuja, na praça central da cidade. O que não esperava era receber bem mais do que diversão e arte. O céu já deixava claro que a qualquer momento a chuva poderia estragar o espetáculo, mas os atores Flávio Racy, Pipo Menegucci e Michelle Faria, deixaram claro que não vieram de Ribeirão Preto para desistir.

O primeiro desafio foi atrair o público, mesmo com a ventania e os primeiros pingos de chuva. Os atores saíram pela praça “vendendo” seu produto com a alegria típica de quem sabe que precisa do cliente para sobreviver. Conversaram com crianças, adultos e velhos e aos poucos formaram sua plateia. A história “Florisbela e seus dois pretendentes”, uma mistura de romance e humor, foi contada com boa dose de improviso, mas nada que assustasse o grupo. Afinal, mesmo trabalhando com um roteiro é preciso lembrar que as coisas nem sempre saem como desejamos, e neste momento, reclamar é pura perda de tempo, é preciso estar atento para criar novas soluções que agradem ao cliente.

Mas o desafio maior veio com a chuva, a plateia começou a se dispersar com as pessoas procurando abrigo onde dava. Foi neste momento que o grupo brilhou de verdade. Como se estivessem esperando aquele comando, os atores avisaram que o espetáculo seria levado para o antigo Fórum e que era “importante” que todos fossem para lá pois não deixariam de se apresentar. As palavras levaram quase a totalidade das pessoas da plateia. Veja bem, elas saíram da arquibancada e atravessaram a praça debaixo de chuva, alguns ainda ajudaram a levar o material e os equipamentos da trupe.

O compromisso com a apresentação demonstrado pelo grupo e a liderança na mudança da rota foram decisivos para que a plateia não fosse embora. Já no Fórum, o grupo retomou o espetáculo, interagiu com o público e cumpriu sua missão: divertiu, encantou e mais, ensinou uma grande lição de engajamento.

Comunicação com a Equipe

mostre ao seu colaborador que ele é importante para a missãoÉ comum encontrar colaboradores que só cumprem a tarefa para que foram contratados, ir além, apenas com uma boa gratificação ou hora extra. Precisam ser constantemente “comprados” para que tenham um mínimo de compromisso com a missão da empresa. Isto sempre me intrigou: onde está a falha?

Não estou dizendo que o trabalho deva ser feito sem recompensa, mas acredito que quando se compra “compromisso” o trato se quebra ao primeiro sinal de chuva. Mas, quando se conquista este compromisso, não há chuva que enfraqueça a equipe. Já construí equipes que davam gosto de ver e sempre lutei por isto. As pessoas querem e devem saber que são importantes na missão e mais: como e porque são.

Ao final do espetáculo, depois de tomarem chuva e carregarem parte dos equipamentos, o grupo de teatro de rua ainda cumpriu mais uma das tradições desta arte: passou o chapéu e convenceu o público a pagar pelo espetáculo. Quer mais engajamento que isto?

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.