Programa de benefícios deve ser inteligente para reter talentos

programa_de_benefícios_é_fundamental_na_retenção_de_talentosPesquisa publicada na revista Época Negócios mostrou claramente que o brasileiro deseja no trabalho é um “contracheque gordo, recheado de benefícios”. O programa de benefícios foi considerado mais importante do que itens como estabilidade no emprego ou ambiente descontraído.

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A consulta foi realizada pela consultoria LAB SSJ com 10 mil brasileiros de diferentes gerações. Na minha opinião, é jogar dinheiro fora fazer uma pesquisa para descobrir o óbvio. Vejamos, o trabalhador brasileiro, durante décadas foi obrigado a aceitar o emprego que estava disponível. As opções eram pouquíssimas e trabalho com carteira assinada então, era tirar a sorte grande. Os empregadores desenvolveram a cultura da mão de obra barata.

Com o aquecimento da economia, a melhor qualificação do trabalhador, o acesso à informação e a falta de profissionais em muitos setores mudou as regras do jogo. O brasileiro está descobrindo o consumo, mas já sabe que gosta de vestir uma boa roupa, ter seu carro próprio e levar a família para comer fora de casa.

Só que muitos teóricos ainda insistem no discurso de que um ambiente de trabalho divertido é capaz de reter o colaborador. Esquece. Este sujeito é como eu e você e quer ter mais qualidade de vida. Há tempos digo que o programa de benefícios é fundamental no esforço de retenção de talentos, mesmo que não seja o único ponto importante.

Programa de Benefícios

O grande avanço dos planos de benefícios ocorreu durante a II Guerra Mundial. Uma vez que os aumentos salariais eram controlados pelo governo federal, os empregadores e os sindicatos descobriram novas formas de atrair e manter os empregados. As organizações ofereciam vantagens que não eram controladas pelo governo. Se o governo não permitia salários mais altos, então os empregadores ofereciam outras coisas, como pagamento de assistência médica e do seguro de vida, explicam Ilton Curty Leal Junior e Anne Jéferson C. da Silva na tese de pós-graduação sobre benefícios espontâneos.

Isto prova que o programa de benefícios nasceu sob um apagão de talentos, e, foi se modernizando à medida que novos gestores foram trazendo visões mais inteligentes. É sabido que os benefícios mais valorizados são plano de saúde, plano odontológico, seguro de vida, mas não é só.

Se você partir do princípio que o benefício tem o papel de trazer vantagens para o funcionário, pode extrapolar o modelo tradicional e buscar soluções inovadoras e muitas vezes de baixo custo.

:: Curso de idiomas – Um pequeno escritório de advocacia fez uma parceria com uma escola de idiomas. Todas às quartas, durante uma hora no final do expediente todos os funcionários tem aula de inglês gratuitamente. Mas como os alunos sabem que uma aula por semana é pouco, praticamente todos se inscreveram nas aulas regulares. Três advogados também matricularam os filhos na mesma escola. Bom negócio para todos, não?

:: Day Spa – O RH de um escritório de contabilidade percebeu que toda vez que uma das funcionárias voltava do salão de beleza, o astral melhorava. Então, determinou que toda vez que as metas bimestrais fossem alcançadas, a equipe ganha um vale de 100 reais para o salão de beleza. O salão oferece os vales como cortesia, pois sabe que a propaganda gerada mais trazer mais negócios. Outro exemplo de parceria que agrada a todos.

São dois exemplos, mas você pode utilizar este modelo para cursos, academias, creches e outros serviços que vão gerar vantagens aos seus colaboradores e vai mostrar a eles que sua empresa realmente se preocupa com o bem estar deles.

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.