Aposentadoria | A importância de preparar os colaboradores

mesmo_aposentados_é_preciso_continuar_trabalhandoUm problema enfrentado constantemente nas empresas do país é que os colaboradores, mesmo depois de cumprirem legalmente seus 30 ou 35 anos de trabalho, descobrem, pouco antes de se aposentarem, que precisam continuar trabalhando para manter seus atuais padrões de vida, tendo assim que optar pela queda dos rendimentos ou pela continuidade no trabalho, perdendo a grande oportunidade de curtir sua família, seus netos, viajar, entre outros benefícios.

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O problema se torna ainda mais grave para empresas porque, quando a situação chega a este ponto, a pessoa fica desmotivada, o que leva ao aumento de faltas, diminuição da produtividade, dentre outros problemas que têm reflexo direto na rentabilidade das empresas. Por mais que o profissional seja qualificado e pareça ser insubstituível, é importante ter em mente que ele tem sua ‘validade’ e que essa deve ser respeitada.

É importante mostrar como os colaboradores podem se planejar para aposentadoria, qual o valor que deve ter poupado e quanto necessitará de acumular de reservas financeiras para que possa gozar de uma aposentadoria sustentável e assim curtir momentos prazerosos junto a seus familiares.

A aposentadoria é uma conquista que deve ser feita no cotidiano, pois, infelizmente, se a pessoa depender apenas do INSS, ela terá uma triste surpresa, pois, seus rendimentos cairão drasticamente, e o caminho será dívidas, mudança do padrão de vida ou continuar forçosamente à trabalhar.

A área de Recursos Humanos é a grande responsável pela mudança dessa realidade nas empresas. Muitas empresas concedem um sem número de benefícios e auxílios aos seus funcionários, buscando melhorar o ambiente de trabalho e, por consequência, a produtividade. No entanto, esquecem de um fator fundamental para o equilíbrio psicológico de seus profissionais: a saúde financeira. Inegavelmente, ela é essencial para o bem-estar das famílias e, naturalmente, é um aspecto importante na produtividade das empresas. Diversos estudos comprovam tal afirmação.

O professor E. Thomas Garman, da Virginia Tech University, nos Estados Unidos, vem desenvolvendo estudos nesse sentido e mostrando a importância do equilíbrio financeiro dos funcionários na produtividade das empresas. Suas pesquisas mostram que empregados com problemas financeiros são os que apresentam maiores índices de faltas e atrasos. Além disso, utilizam seu tempo (e recursos da empresa) para buscar planejamento_financeiro_pessoalsoluções para os seus problemas de dinheiro.

Os problemas financeiros também são refletidos em furtos nas empresas, bem como numa maior demanda por adiantamentos e empréstimos. Pior, criam um círculo vicioso, já que, geralmente, esses funcionários são os que têm menor participação em programas de aposentadoria, gerando ainda mais estresse com a situação financeira.

Os estudos também mostram que uma espécie de “Programa de Educação Financeira” pode ajudar, e muito. Dados do National Endowment for Financial Education mostram que algumas horas de educação financeira podem melhorar muito os hábitos de consumo e poupança dos trabalhadores.

Com ajuda das áreas de Recursos Humanos e Treinamento é possível tratar o problema de maneira comportamental e combatendo a causa (falta de educação financeira) e não o efeito (falta de dinheiro e dívidas). Educar financeiramente significa entender que educação financeira não se trata de matemática e macro economia, mas de hábitos e costumes, isto é, mudança de comportamento de como enxergamos e lidamos com o dinheiro.

Nas empresas que trabalho observo depois do programa um resultado bastante positivo. As pessoas se mostram mais alegres e com maior qualidade de vida. Também foi perceptível o maior rendimento, pois, as pessoas voltaram a ter objetivos bastante claros a serem atingidos.

10 orientações para as empresas iniciarem um programa de educação financeira

1.       Programa de educação financeira para empresas não se resume a palestra de finanças pessoais, ou cursos de investimentos;

2.       Educação Financeira deve ser tratada como responsabilidade social na empresa, devendo, assim, beneficiar funcionários, familiares, comunidade e empresa.

3.       Adote critérios e oriente o funcionário antes de disponibilizar crédito consignado. É importante que o empréstimo seja consciente, que realmente vá ajudá-lo a solucionar o problema que o atormenta. Muitas vezes é um alívio imediato, mas que em poucos meses se torna um problema ainda maior, principalmente porque seus ganhos líquidos mensais serão reduzidos em aproximadamente 30%.

4.       Procure um programa estruturado de educação financeira, que possa se adequar facilmente aos diferentes perfis de necessidade da empresa e dos funcionários.

5.       Crie campanhas de conscientização e de mudança de hábitos e costumes em relação à utilização do dinheiro.

6.       Antes de decidir por um programa de educação financeira analise toda sua estrutura, como tempo, método, material de apoio e disponibilidade dos funcionários.

7.       A educação financeira independe do salário do colaborador, os problemas podem ocorrer até mesmo nos maiores salários da empresa.

8.       O problema da falta de educação financeira já está intrínseco em nossa sociedade, assim sendo, não é culpa do trabalhador.

9.       A empresa que investe em um programa de educação financeira também ganha, visto que seus colaboradores trabalham com mais prazer, mais tranquilidade e buscando crescimento, pois retomam a consciência de ter objetivos.

10.   Oriente funcionários a combaterem a causa do problema financeiro e não apenas os efeitos.

Reinaldo Domingos – educador financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira e Editora DSOP, autor dos livros Terapia Financeira, Livre-se das Dívidas, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, das coleções infantis O Menino do Dinheiro e O Menino e o Dinheiro, além da coleção didática de educação financeira para o Ensino Básico, adotada em diversas escolas do país.

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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.