Remuneração Estratégica | Série de artigos especiais

remuneração_estrategica_como_implantarAlguns temas são tão importantes e carregam em si tantas dúvidas, que um simples post não consegue atender a necessidade dos leitores. Pensando nisto, o Caminhando Junto publica durante toda esta semana uma serie de posts que se completam criando um único artigo sobre Remuneração Estratégica. Um trabalho que nasceu no curso Tecnólogo de Gestão em Recursos Humanos da UNIVAS e merece ser lido por completo.

:: Receba os artigos direto no seu e-mail assinando gratuitamente o Feed.

Remuneração Estratégica e sua contribuição para Empresa e Colaborador

RESUMO: O cenário econômico atual busca formas vantajosas de obtenção de resultados satisfatórios. Nunca o ser humano foi tão valorizado e bem visto dentro das organizações, no entanto, todo esse valor deve ser demonstrado de alguma forma. Com isso, surge então o conceito de remuneração estratégica, mas como aplicá-la na prática? Dúvidas surgem com esse novo conceito e este artigo tem como objetivo, elucidar as dúvidas, mostrando como e quando surgiu a remuneração estratégica, qual o papel dela na contribuição para as empresas e colaboradores e como isso interfere no resultado da organização, uma vez que a valorização do ser humano pelas organizações visa em contra partida lucratividade. A busca por resultados positivos faz com que a organização se interesse em ter colaboradores motivados, sendo assim, conhecer a melhor forma de remuneração faz parte do processo de melhores resultados para a empresa.

Palavras-chave: Remuneração estratégica, resultados, colaborador, organização.

1 INTRODUÇÃO

O trabalho surge junto com a humanidade, pela necessidade que o homem tem de criar e modificar o meio onde vive, criando ferramentas para facilitar sua vida e seu convívio em sociedade, sendo que os registros históricos mostram que no início o homem trabalhava para produzir o que consumia fazer suas vestes, plantar seu alimento. As navegações e o descobrimento de novas terras fizeram surgir o período do trabalho escravo (quando se começou a ter diferença entre as classes sociais), onde os escravos trabalhavam em troca de moradia, proteção e alimento. A partir dos séculos XVIII e XIX, com a revolução industrial, surge o trabalhador formal, ao qual o homem se habituou, onde se recebe um salário em troca do seu trabalho.

Longos períodos de tempo se deram entre as fazes que transpassem a historia do trabalho, e durante todos esses anos muitas mudanças ocorreram entre as que hoje chamamos de relações trabalhistas. Permanecendo entre tanto, mesmo com o decorrer dos tempos, o fato de que o homem sempre trabalhou em troca de algo, seja para consumo próprio, seja para ter proteção o homem trabalha por que precisa (por necessidades) e quer por vaidades ser recompensado por seu trabalho. Sendo assim pode-se definir que o homem trabalha em função de satisfazer suas necessidades. 2

Para Maslow, as necessidades humanas podem ser divididas em cinco partes, dentro de uma escala na qual, a partir do momento em que temos uma necessidade satisfeita, a necessidade seguinte passa a ser o fator motivador de nossas atitudes, ate atingir satisfação de todas elas.

A industrialização fez surgir o trabalho formal e também o capitalismo e consumismo. O consumismo e o capitalismo fizeram e fazem nos dias atuais com que as necessidades da humanidade se tornem cada vez mais complexas. Seguindo o raciocínio proposto por Maslow, hoje o homem trabalha para satisfazer suas necessidades, mas elas não são mais somente comida, moradia e segurança, ele que mais. E para ter mais ele busca trabalho onde vai encontrar maiores oportunidades.

Seguindo o capitalismo e o consumismo, a indústria hoje chamada de organização, também mudou, no começo a produção seguia os mesmos conceitos dos produtores, a produção era para consumo e trocas. Com o surgimento do capitalismo, da industrialização e do comercio, a produção passou a ser feita em larga escala. As necessidades dos trabalhadores mudaram e as dos empregadores também, o trabalhador pensa em mais recompensas e a indústria pensa em mais produção, lucros e resultados, em todos os setores.

As mudanças ocorridas em ambos os lados, fizeram surgir conceitos estratégicos e depois de muito tempo considerando o homem como parte mecânica da indústria, surge um novo conceito, por volta dos anos 60, onde o ser humano deixa der ser para as organizações parte mecânica e torna-se um diferencial, o que atualmente chamamos de Talento, tendo essa visão de valorização do ser humano como parte fundamental as organizações começaram a ouvir falar em remuneração estratégica, pois começa a se estimar que o ser humano motivado produzisse muito mais e melhor, com isso, a remuneração estratégica então surge como uma forma de validar esse conceito. Sendo que “a questão central da remuneração estratégica é transformar a visão usual da remuneração como fator de custo para uma visão da remuneração como fator de aperfeiçoamento da organização, como impulsionador de processos de melhoria e aumento de competitividade” (Remuneração e Carreira por habilidade e por competência).

Uma vez que por meio de pesquisas é possível comprovar que a indústria brasileira atual, adota em seu sistema de pagamento, a participação nos lucros como forma de remuneração estratégica. Mas será a mais eficiente?

Trazer a tona vários pontos de vista sobre as formas e a eficiência da remuneração estratégica e o objetivo deste artigo é ilustrar de forma abrangente o papel da remuneração estratégica como fator motivacional para o trabalhador e os resultados dessa estratégia para empresa nos lucros e na produção industrial. 3

2 AS ORIGENS DE REMUNERAÇÃO ESTRATÉGICA

estrategias_de_remuneraçãoQuando falamos em Remuneração estratégica, é muito comum a associação com varias outras colocações da palavra estratégia no ambiente de negócios, como gestão estratégica, por exemplo, mas para entender do que se trata esse artigo é importante esclarecer o que é e como surgiu a remuneração estratégica, pois a partir daí será possível encontrar a forma mais eficaz de se remunerar em cada tipo de organização ou ainda de acordo com a função ou o cargo de cada colaborador, vendo assim a eficiência da remuneração estratégica no resultado das organizações.

A palavra estratégia é de origem grega “strategia”, que quer dizer “oficio ou comando de um general”, de STRATEGOS, “general”, formada por STRATOS, “multidão, exercito, expedição”, mais AGOS, “o que chefia, líder” de AGEIN, “liderar, comandar”. No meio empresarial a palavra estratégia foi incorporada, mas nem todos se preocupam com o significado que existe por traz da pronuncia, ser estratégico é ser líder e saber agir de forma a comandar e delegar obtendo sucesso em suas investidas como faz um bom general.

Para Wood Jr e Picarrelli Filho (2004): “remuneração estratégica é a ponte entre os indivíduos e a nova realidade das organizações (…), a remuneração estratégica é também um catalisador de energias na organização. Á medida que o sistema de remuneração é alinhado ao contexto e à estratégia da empresa, constitui fator de harmonização de interesses, ajudando a gerar consensos e atuando como alavanca de resultados”. (p.).

Quando o assunto é remuneração, logo se pensa no salário, porém os gestores sabem que remuneração abrange mais do que salário, é preciso saber de que forma esse salário esta sendo pago, quais os benefícios a ele agregados e qual o grau de satisfação dos funcionários com a remuneração. Somente após isso, é possível mensurar em que tudo isso vai interferir nos resultados da empresa.

Ao unir as palavras remuneração e estratégia, o que temos é um conceito moderno que vem sendo adotado nas empresas que buscam inovação, chamado de Remuneração Estratégica. Apesar de muito divulgado, este conceito não é bem definido, muitos não sabem quais as formas de se remunerar estrategicamente, e muitos não conhecem os benefícios que podem estar por traz de uma remuneração feita de forma estratégica, sendo assim, se faz necessário, em primeiro lugar, conhecer as maneiras de se remunerar para depois se diagnosticar em qual das varias formas se encaixa cada categoria profissional, presente na organização.

É necessário que se tenha um desenho detalhado de toda a estrutura organizacional antes de se implantar o sistema de remuneração estratégica, pois a partir desse desenho é que será possível associar a melhor forma de se remunerar os colaboradores pelo que a empresa espera que seja feito 4 por eles. “o sistema de remuneração estratégica é a combinação equilibrada de diferentes formas de remuneração.” (WOOD JR.; PICARRELLI FILHO, 2004, p.).

O importante é ter as definições referente às formas de se remunerar estrategicamente.

Autores: Janete Almeida Silva Santos e Marcelo Dionísio da Silva

No próximo post, conheça os modelos de Remuneração Estratégica.

feedSe você gostou do artigo, envie para um amigo ou parceiro de negócios. E para receber as atualizações basta assinar o Feed do Caminhando Junto,seguir pelo Twitter ou cadastrar seu e-mail, o serviço é totalmente gratuito.


Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.