10 passos para ser seu próprio patrão

bons_negócios_no_setor_de_alimentaçãoEconomia aquecida é um ótimo impulso para colocar em prática o sonho de empreender e ter seu próprio negócio. Preparação e planejamento são peças fundamentais para garantir o sucesso. Confira 10 dicas de um especialista no assunto.

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As dicas são do professor Wagner Pagliato, diretor do curso de Ciências Contábeis da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID.  “Abrir um negócio é 90% preparo e planejamento e 10% oportunidade”, sintetiza. “Não adianta ficar esperando pela melhor oportunidade: como diz a letra da música, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

O publicitário Marcello Ursini, sócio fundador da YouCreate, lembra que a Internet e as ferramentas colaborativas facilitam muito esse processo.  “Hoje é possível fazer quase tudo com custos bastante reduzidos e, às vezes, até de graça”, explica.  “Já existem planilhas abertas de planejamento de marketing e de negócio, serviços colaborativos de consultoria e ferramentas para crowdsourcing criativo.  Quase tudo está a um clique de distância do empreendedor”, detalha.

Confira os 10 passos para transformar em realidade o sonho da empresa própria:

1 – Planejamento financeiro – prepare-se para ter pouco retorno nos primeiros meses de sua empresa: faça as contas, veja quanto precisa para viver e faça uma reserva para sobreviver sem rendimentos de seu negócio pelo menos nos primeiros meses de operação. “Todas as despesas também devem ser programadas para que haja equilíbrio das finanças ao longo do ano”, ressalta Pagliato.

quem_tem_socio_tem_patrão2 – Só ou acompanhado? – abrir um negócio em sociedade não é necessariamente mais fácil do que seguir sozinho.  Afinal, quem tem sócio, tem patrão, como diz a sabedoria popular.  O entrosamento, portanto, é tão fundamental como o valor que cada um pode agregar ao negócio.  “Se o sócio não acrescenta em nada, são grandes as chances de conflito no futuro.  Portanto, a carreira solo pode, em muitos casos, ser mais indicada”, ressalta Ursini.

3 – Análise de consciência – onde sou bom? Onde tenho falhas? E o mercado: onde estão as oportunidades e as ameaças dentro do segmento onde quero trabalhar? A famosa análise SWOT (forças, fraquezas, pontos fortes e pontos fracos) é o ponto de partida para qualquer empreendedor. “Trata-se de um modelo bastante versátil que pode ser adaptado tanto para a análise dos talentos do próprio empreendedor, do modelo de negócio que ele pretende criar e também do mercado no qual esse negócio se insere”, explica Pagliato. “Ou seja, a análise SWOT aplica-se tanto a micro como a macrocenários”.

4 – O mapa do tesouro – com a ajuda da internet, hoje é muito mais fácil fazer tanto o plano de negócio, como o de marketing. “O SEBRAE oferece formulários interativos que, uma vez preenchidos, geram os planos de negócio e de marketing.  E sites colaborativos, como o YouCreate, dão acesso a consultores que podem contribuir para uma maior personalização das soluções por preços bastante acessíveis”, detalha Marcello Ursini.

5 – O peso da lei – é extremamente importante que você se informe sobre as legislações específicas que valem para a área na qual pretende atuar.  “Alimentação é um dos nichos mais populares entre empreendedores e, ao mesmo tempo, um dos mais regulados pela ANVISA”, lembra Pagliato “A legislação sobre como deve ser montada uma cozinha industrial afeta drasticamente os investimentos necessários, por isso, é preciso checar com antecedência para não ter surpresas depois”.

6 – O ponto – se o seu sonho encontra-se no vasto segmento do comércio, saiba que o toque de Midas aqui é o tão falado ponto.  “Estar no caminho do consumidor pode fazer toda  a diferença entre um negócio de sucesso e um fracasso”,  resume Ursini. “Nem sempre uma loja em shopping é melhor que um comércio de rua, pois são vários os fatores que definem um ponto. Por isso, vale a pena reservar um pouco de verba para contratar um consultor imobiliário que possa lhe ajudar a escolher o imóvel mais adequado”, recomenda.  Já quem vai abrir um escritório pode até prescindir de ter um aluguel fixo: “o Home Office consolida-se cada vez mais até na relação entre empregados e empregadores”, lembra Ursini. “E já existem modelos colaborativos que permitem o aluguel temporário de salas, com toda infraestrutura de negócio, para as situações em que tal estrutura é realmente necessária”, recomenda.

7 – O enxoval – com ou sem escritório, com ou sem loja física, toda nova empresa precisa de um enxoval: logotipo, slogan, cartão de visita, site, fanpage em redes sociais…  A lista pode incluir também uniformes,material_de_marketing sinalização interna, fachada, cardápios.  “Design é a forma mais tangível de comunicar valor para quem não nos conhece – tanto que a sabedoria popular reza que é a primeira impressão que fica”, explica Marcello Ursini.  “Graças à internet, hoje já existem sites colaborativos onde é possível realizar concorrências com criativos de todo o Brasil e até do exterior, o que permite reduções de até 90% nos custos em relação ao tradicional modelo de agência.  Além da economia, há um ganho real em criatividade e inovação que permite a empreendedores de todos os portes montar um enxoval de negócios que efetivamente contribua para alavancar o sucesso”, ressalta.

8 – Estoque – se o seu negócio precisa de estoque, planeje muito bem as compras. “Estoque é dinheiro parado, por isso deve ser tratado espartanamente”, salienta Pagliato. “Exceções só são válidas no caso de produtos que são difíceis de serem obtidos – e cuja disponibilidade podem ser um diferencial competitivo em relação aos concorrentes”, adverte.

9 – Soft Opening – a loja ficou pronta? O site está no ar?  Contenha a ansiedade e faça uma abertura discreta.  “Avise os clientes que está em fase de testes para que qualquer falha não venha a depor contra o negócio”, recomenda Ursini. “Desta forma, você também incentiva seu consumidor a colaborar com dicas e sugestões para um melhor funcionamento de sua empresa”, completa.

10 – Trio elétrico na rua – passada a fase de testes, faça todo o barulho que seu empreendimento merece. “Vale a pena pensar em uma celebração de abertura, numa campanha em mídias sociais ou em uma promoção para marcar o início oficial das atividades”, sugere Marcello Ursini. “Neste momento, uma agência de marketing colaborativo pode lhe ajudar a desenvolver peças de comunicação específicas para chamar a atenção de seus clientes. E uma dica: tenha sempre seu cadastro de contatos pronto – ele é a base para várias ações de comunicação e relacionamento que você virá a desenvolver, independente do porte ou natureza do seu negócio”, recomenda.

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.