ANS de olho no reajuste dos planos de saúde empresariais

plano_de_saúde_empresarialA Agência Nacional de Saúde Suplementar vem implantando muitas e profundas mudanças nas regras dos planos de saúde tanto os individuais quanto nos empresariais. As alterações tem como objetivo explícito dar maiores garantias aos consumidores fortalecendo o caráter preventivo e impedindo certos abusos por parte das operadoras e seguradoras. A próxima mudança deverá abordar os reajustes dos planos de saúde para pequenas e médias empresas, com até 30 vidas. E a discussão do tema já tem data: 23 de novembro.

:: Receba os artigos direto no seu e-mail assinando gratuitamente o Feed.

O Caminhando Junto tem uma série de artigos explicando o caráter das mudanças que a ANS vem implantando e alertando para o risco que os RHs correm ao negligenciarem a gestão do benefício. O alerta tem uma razão simples: o custo com o plano de saúde empresarial, normalmente, só perde para a folha de pagamento. Além disto, vem sendo reajustado numa taxa muito superior à da inflação, em alguns casos chegando à mais de 30%. Tudo culpa da Sinistralidade, e, se você ainda não sabe como funciona, recomendo o artigo: Sinistralidade – O bicho papão do RH

O ROL mínimo dos planos de saúde já foi aumentado em várias oportunidades incorporando tratamentos mais modernos e com diagnósticos mais rápidos e confiáveis, em seguida, a ANS decidiu estudar meios de recompensar as empresas que investem na promoção de saúde de seus funcionários com desconto na mensalidade do plano de saúde. Esta medida ainda é facultativa às operadoras, mas em breve se tornará uma regra obrigatória. Daí a importância do plano de saúde empresarial ter uma boa gestão, com base em indicadores claro fornecidos pelo consultor de benefícios é possível traçar estratégias preventivas e de qualidade de vida na empresa.

Agora a ANS voltou seus olhos para os planos de saúde chamados PMEs, e agendou para 23 de novembro, no Rio de Janeiro, uma Câmara Técnica para discutir a introdução da diluição do risco pela coletivização, ou seja, um pool de risco para apuração do reajuste dos planos de saúde coletivos com até 30 beneficiários. A idéia é que estes planos coletivos com número reduzido de vidas e, portanto, reduzida capacidade de diluição de seu risco, tenham um único reajuste anual calculado para toda a sua carteira, por operadora de saúde.

Segundo o diretor presidente, Mauricio Ceschin, “o objetivo do encontro é debater com todos os atores do setor novos mecanismos na legislação que contribuam para aperfeiçoar a regulação e incentivar a concorrência. Os planos de saúde coletivos com até 30 vidas ainda não têm mobilidade (regra de portabilidade) e estão sujeitos à alta volatilidade do reajuste”.

Estudo realizado pela ANS confirmou  que esta sistemática é muito vantajosa para o consumidor deste tipo de plano, que possui comportamento semelhante ao do beneficiário dos planos individuais. “Com o pool de risco, a ANS pretende que as pequenas empresas passem a poder contar com muito mais vidas para diluir o seu risco” destacou Rosana Neves, gerente geral econômico-financeira e atuarial dos produtos.

A Câmara Técnica é uma iniciativa da ANS para dar seqüência ao cronograma de atividades prioritárias estabelecidas na Agenda Regulatória. O pool de risco está contemplado no eixo da Agenda que se destina a criar mecanismos de incentivo à comercialização de planos de saúde individuais.

As regras dos planos de saúde estão mudando de forma incisiva e rápida, por tanto, meu conselho é: tenha uma consultoria de benefícios que trabalhe de verdade. Isto gera economia, evita problemas e garante que seu RH seja mais estratégico. Um detalhe, contar uma consultoria destas não implica em aumento de custos.  

 

Receba os artigos assinando o Feed do Caminhando JuntoVocê também pode seguir o Caminhando Junto pelo Twitter ou ver meu perfil no LinkedIn e para não perder as atualizações basta assinar o Feed do Caminhando Junto. O serviço é totalmente gratuito.


Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.