Pesquisa mostra cidades mais competitivas de Minas Gerais

Belo Horizonte, capital e mais populosa cidade de Minas Gerais, é também a primeira colocada do estado em competitividade. Foi o que revelou a pesquisa “Índice de Competitividade dos Municípios Mineiros 2011”, elaborada e divulgada pelo Sebrae-MG. A pesquisa, iniciada no ano passado, é composta por cinco tópicos com informações sintetizadas acerca da capacidade socioeconômica dos municípios.

Nesta segunda edição, verificaram-se poucas mudanças nas 10 primeiras colocações. BH puxou a fila, à frente de Uberlândia, Nova Lima, Juiz de Fora, Uberaba, Poços de Caldas, Varginha, Divinópolis, Sete Lagoas e Contagem. A novidade foi a entrada de Poços de Caldas no lugar de Timóteo, que caiu para a 12ª posição.
Espalhados pelas cinco macros regiões de planejamento do Sebrae-MG (Centro, Leste, Oeste, Norte e Sul), todos os 853 municípios mineiros são contemplados pelo Índice, que é dividido em cinco subíndices: ”Performance Econômica”, que abrange os aspectos relacionados à atividade econômica, comércio internacional, remuneração e emprego; “Capacidade de Alavancagem do Governo”, referente a finanças públicas; “Quadro Social”, englobando os principais indicadores sociais; “Suporte aos Negócios”, compreendendo mercados de trabalho, instituições de apoio e multiplicidade da economia;  e “Infraestrutura”, que considera a estrutura básica, educação, saúde e meio ambiente.
“Os subíndices permitem uma análise individualizada de cada cidade, macro e microrregião, detectando vantagens e dificuldades para o desenvolvimento dos negócios”, ressalta a analista Venússia Santos, da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae-MG, responsável pela pesquisa.
A metodologia adotada prevê que os resultados obedeçam a uma escala de 0 a 100 pontos, assim definidos: 0 a 20 significa um nível de competitividade muito baixo; acima de 20 e até 40, competitividade baixa; acima de 40 até 60, competitividade média; acima de 60 até 80, competitividade alta; e, acima de 80 até 100, competitividade muito alta.
Centro forte, Norte nem tanto
Da mesma forma que Belo Horizonte lidera o ranking estadual, a sua macro região (Centro) também ocupa o maior destaque da pesquisa, ao contrário da macro Norte, cujos resultados são os menos  expressivos. Resultados que, por sinal, repetem os verificados na pesquisa de 2010. Mesmo que Montes Claros, o mais desenvolvido município do Norte mineiro, ocupe um honroso 23º. Lugar na classificação geral, o desempenho daquela região é influenciado por localidades menos providas social e economicamente, como as dos vizinhos Vales do Mucuri e do Jequitinhonha.
Das 10 piores colocadas na pesquisa, oito estão ali localizadas: Bonito de Minas, Crisólita, Fruta de Leite, Monte Formoso, Santa Cruz de Salinas, Santo Antônio do Retiro, São João das Missões e Setubinha. Para a analista Venússia, “esses resultados indicam uma necessidade maior de intervenção nas regiões Norte, Jequitinhonha e Mucuri, seja por meio de políticas públicas ou apoio de uma governança estabelecida, de modo a desenvolver um ambiente melhor para as MPEs (micro e pequenas empresas) já existentes e para ampliação do número de empreendedores”.
Já nos índices das microrregiões, a de Belo Horizonte ficou na frente, com 76 pontos, contra 59 de Uberlândia, 54 de Uberaba e 50 de Juiz de Fora. Nenhuma outra alcançou ao menos o nível médio de competitividade. O curioso é que, mesmo disparada na frente das demais na soma geral dos quesitos, a microrregião de Belo Horizonte ainda capenga na área social, já que alcançou média 74, inferior às de dois municípios de sua macrorregião: Itaúna (que chegou aos 78 pontos) e Divinópolis (77). Comparada a outras microrregiões, BH perde também para Araxá (75), Passos (76), Frutal e Ituiutaba (78), Alfenas (79), Uberaba (83), Poços de Caldas (85) e Uberlândia (87).
Impostos na contramão do desenvolvimento
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) acaba de divulgar os resultados da Sondagem Especial Qualidade do Sistema Tributário Brasileiro, realizada na primeira quinzena de julho deste ano, com mais de 1.500 empresas.
E um dado chamou a atenção: 96% dos empresários estão descontentes e desaprovam o número de tributos no país. Ainda de acordo com o levantamento, o ICMS é visto como o mais prejudicial e lesivo. Por isso, mais de 70% dos participantes propõem a unificação de suas alíquotas, iniciativa que também é defendida pelo Ministério da Fazenda. Para Dora Ramos, que atua há mais de vinte anos no mercado contábil-administrativo e é diretora da Fharos, os empresários têm toda razão. “O número de tributos cresce e o empresário se vê, muitas vezes, apenas cumprindo obrigações, sem que os benefícios apareçam. Mudanças para diminuir os encargos do setor produtivo do país serão bem-vindas, uma que vez que possibilitaria novos investimentos em áreas como inovação e geração de empregos”, afirma.

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.