Carreira | Executivo brasileiro julga ser bom líder mas que precisa estudar mais

Em recente pesquisa, a Michael Page, uma das maiores empresas globais de recrutamento especializado de executivos, realizada com mais de 1200 profissionais de diversos setores no Brasil, avalia a percepção do executivo brasileiro com relação às suas próprias características.

De acordo com Sergio Sabino, Diretor de Marketing do grupo Michael Page para a América Latina, esta pesquisa é importante ferramenta para auxiliar as áreas de recursos humanos a definirem seus planos de desenvolvimento e retenção, bem como traçar planos mais assertivos de carreira para seus principais executivos. “Em diversas ocasiões, a percepção que a empresa tem do que é importante pode não estar alinhada com as expectativas dos executivos”, conclui.
O Grupo Michael Page perguntou aos executivos quais características os tornam aptos a assumirem posições mais desafiadoras ou a conseguirem promoções em um curto prazo:
A liderança e relacionamento interpessoal é a mais citada, aparecendo em 83% das respostas, seguido pela experiência e formação.
“Isto mostra uma tendência importante. Os executivos valorizam cada vez mais o relacionamento com seus pares, superiores e funcionários como vital no desenvolvimento da carreira. E de fato não estão errados. Porém, este movimento deve vir de dentro para fora e não apenas refletir o senso comum. O maior desafio é exercer esta qualidade na prática”, reforça Sabino. 
Da mesma forma a Michael Page perguntou aos executivos quais características eles precisam melhorar para crescer:
Apesar de o perfil executivo predominar entre os respondentes, muitos ainda reconhecem que precisam acumular experiência nas posições que ocupam. Mais de 62% de respostas afirmam isso.
Sabino explica que esta tendência se dá pelo fato do aquecimento do mercado favorecer a troca setorial entre os executivos, tanto dentro da própria empresa, ou mesmo assumindo desafios novos. “Muitos executivos vivem hoje um novo desafio, não só de gestão de pessoas, mas de conhecer os processos de suas novas cadeiras. Quando este novo desafio começa em outra empresa, ainda existem os aspectos culturais para adaptação, bem como as novas pessoas e estrutura. E isso leva mais tempo”, reforça.
Além disso, fazer um MBA e aperfeiçoar o segundo idioma aparece em metade das respostas. “Isso ainda mostra que existe espaço para a formação do executivo brasileiro”, conclui Sabino.
“Parece um conceito já ultrapassado, mas novos executivos são provocados a competir todos os dias e isso os faz sentir esta necessidade, muitas vezes adormecida”. 

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.