Procuram-se empresas à venda

Os números atrativos da economia brasileira somados ao fato de o Brasil ser o país mais empreendedor do G20 (grupo dos 19 países mais ricos do mundo, mais a União Europeia), segundo pesquisa divulgada recentemente pelo SEBRAE, que define o perfil do empreendedor em 60 países, despertam grande atenção, inclusive de empreendedores estrangeiros, que enxergam no país um grande mercado a ser explorado. Com a possível entrada de novos concorrentes, a questão agora é a falta de empresas no mercado que estejam à venda.

Para Batista Gigliotti, master franqueado da Sunbelt Business Brokers, maior empresa de intermediação de negócios do mundo, que conta com mais de 260 franquias espalhadas em mais de 30 países e que tem realizado aproximadamente cinco mil negócios por ano “além dos investidores internacionais, existe uma forte demanda de empreendedores brasileiros que estão ‘mudando de ares’, ou, ainda, entrando em novos nichos da economia sem abandonarem a área que já atuam”.

“É possível dizer com toda certeza que o mercado está comprador hoje. Existem muitos bons negócios em pleno funcionamento (e saudáveis) que estão à venda. E o mais importante é que existem muitos empreendedores interessados em comprá-los”, garante Gigliotti.

As diferentes formas e suportes para empreender de cada país também mostram que determinada área do mercado pode ser atrativa para alguns empreendedores e não para outros. Gigliotti afirma que “europeus com veias empreendedoras estão mais focados em adquirir, de modo geral, empresas do setor industrial para começar suas atividades por aqui. Entre as preferências estão as indústrias de alta tecnologia, embalagens, bens de capital, ecologia em geral, materiais para construção, entre outros. Acrescentem-se ainda empresas do setor hoteleiro, forte tradição europeia”.

Já para os empreendedores americanos e canadenses as características para empreender são diferentes dos habitantes do Velho Continente. “A grande procura entre estadunidenses e canadenses têm sido por empresas ligadas à sustentabilidade, tecnologia e varejo. Como no caso dos europeus, o setor hoteleiro também possui forte atrativo e tem atraído muito os norte-americanos. Não é para menos, afinal, com os eventos esportivos de 2014 e 2016, a tendência é que esse mercado tenha um crescimento acima dos demais setores”, ressalta Gigliotti.

Empreendedores brasileiros podem se beneficiar (muito) com a valorização

Por outro lado, muitos empresários brasileiros poderão, caso não tenham interesse em comercializar suas empresas, se aproveitar deste ‘boom’ de compra e venda. Gigliotti afirma que “há casos de indústrias nacionais que podem receber tecnologia mais avançada e, em contra-partida, gerar aumento de oportunidades às empresas com base em mercados em crise (por exemplo: Portugal, Espanha e França). Os empreendedores brasileiros estão mais à procura de empresas estrangeiras de varejo e de distribuição, pois é a principal dificuldade logística das empresas brasileiras lá fora: capilaridade no mercado”.

Batista Gigliotti é master franqueado da Sunbelt Business Brokers no Brasil. www.sunbeltbrasil.com.br
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.