7 Notas Sagradas dos Líderes Rock & Roll

O que o Rock, o movimento “Beat” de Jack Kerouac, pode nos emprestar, ou tem a nos dizer sobre a liderança, a gestão e a vida? O que é o sentido da vibração, da batida,  do espírito da banda, do aprender ao longo do caminho, do potencial criativo em 4 acordes reunidos das mesmas 7 notas musicais, sempre as mesmas, mas que oferecem resultados criadores distintos e geniais? Isso é vida? É assim que a vida é?

Temos os mesmos materiais ou imateriais básicos no universo e tudo depende da alquimia da sua mistura, dessas coisas que não mudam por serem mutantes, mas que a tudo mudam ao serem organizadas de uma forma imprevisível até aquele instante? O ponto criador.
As 7 notas musicais nos oferecem o Dó. Isso nos exige o poder de doação. Viver não é uma capacidade importadora, é um talento de tônus exportador. Um dom de doar. Dois dós. Extraímos do nosso instrumento corporal um extrato musical que oferece ao meio mais do que retira dele. A conta é sustentável. Líderes rock&roll doam muito mais do que recebem.
Em seguida temos o Ré. Nessa deliciosa nota fazemos as recombinações. O talento superador e criador exige recombinar. Fazer misturas não feitas nem tentadas antes, mas que ao serem feitas apresentam uma nova síntese e um novo começo. Recombinar é o poder Retroalimentar, de interação do externo com o interno, e a mudança como uma constante do sempre.
O Mi poderia falar de mim, mas ao contrário é a miscigenação. O híbrido. A boa e sagrada mistura que permite o jazz, o rock, a bossa nova, a tropicália, o reggae, o funk e o samba que se renova a cada ano no poder da bateria da escola. O mi obriga a liderança rock&roll na compreensão da diversidade, dos distintos e dos diferentes. Por isso ninguém ainda entendeu um “Creedence Clearwater Revival!” O que era aquilo? Cajun music, country, rock, folk, aquela bateria, a voz do Fogerty!!! Que miscinegação.
O puro não presta, o impuro sim, o delicioso viralata.
Quando fazemos estamos no Fá. Rock se faz fazendo, liderança e superação se realiza ao fazer. A nova pedagogia ludocriativa nos insere pelo fazer, depois sentir e por último pensar. Não é mais pensando, é fazendo. Quem fica em preparação perpétua não faz, não vai adiante, não aprende.
Sol é o rei do sistema solar. Quando a nota sol está no seu momento isso nos chama ao “solo”. Qual é a contribuição particular e individual que você, somente você pode oferecer ao mundo que o cerca? A hora do solo é você com você mesmo. O seu melhor colocado para fora e sob a luz dos spot lights.
O Lá exige o saber largar. Saber sair. Líder bom é aquele que sabe sair. Como na musica e no rock, quando paramos de tocar para que o todo ganhe, o momento, a pausa, onde o silencio é musica. Para superar na vida precisamos saber largar velhos personagens para viver e criar novos.
E, por ultimo, mas não menos importante o SI. Significa a consciência de que nada pode ser superior ao conjunto, à orquestra. Rock não se faz sozinho, é coisa de banda, de time, de grupo, de equipe. Dos “holders” aos fãs apaixonados que nos levam de bar em bar, e de internet em net, e dos técnicos, do pessoal de som, dos que criam instrumentos. Musica e rock é coisa do coletivo. A sinergia é a alma de uma banda. Paul sem John nunca foi a mesma coisa e vice versa. Roberto sem Erasmo também, Ney sem Secos e Molhados, que saudade; Bono sem You Tôo, ou Rita sem os Mutantes ou mesmo do parceiro Roberto Carvalho… e assim por diante…Ah, mas e os “ solostars “
Como Dylan, Elvis, Cocker? Quanta gente anônima ou não, os empurra e os mantem no topo… Inimaginável. Também não podemos esquecer que por traz dos Mozart’s da vida, os gênios… existe muito mais instrução, educação, disciplina e formação do que relatam suas vãs biografias.
O líder “rock&roll“ é o único que vai acompanhar a nova geração dos “teenNETagers”: as crianças globalizadas que vão mudar o mundo nos próximos 20 anos.
José Luiz Tejoné palestrante parceiro da Keynote Speakers, escritor e administrador com especialização em marketing pela Pace University, Harvard e MIT, nos Estados Unidos. Professor de pós-graduação na FGV e gestor de pós-graduação na ESPM de São Paulo. Especialista em liderança pelo Instituto Insead, na França.

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.