Você é bom no que faz?

Você faz chover?
Você é um bom profissional? Ou um bom empreendedor? Somos avaliados o tempo todo pelos RHs, mas em geral, os indicadores mostram a qualidade e a quantidade dos processos que realizamos. Mas, ao dizer que você cumpriu a meta da empresa ou mesmo a superou, diz realmente que é bom no que faz? Tem certeza disto?

Pois saiba que não. Ter em mãos indicadoresde realizações no emprego ou projeto atual, não garantem realmente que você é bom profissional ou empreendedor. Para nossos avós e pais, o modelo de trabalho era de fidelidade à empresa e ao chefe. O bom profissional era aquele que fazia uma carreira de décadas na mesma organização. Do ponto de vista da empresa, o funcionário era fiel, cumpria as tarefas a contento, e, desta maneira era tido como um bom profissional.
Então vieram os computadores. Aquele profissional que dava conta do recado já não era tão completo. E mesmo os melhores, que não conseguiram se adaptar à informática, ficaram para trás. E depois veio a exigência de um novo idioma, e depois da continuidade na educaçãoformal, e a cada novo movimento da economia surge um novo quesito que diz se você é um profissional desejado pelos Recursos Humanos.
Vai me dizer que tem proficiência em inglês? Ótimo, mas a novidade no mercado é falar mandarim ou árabe. Tem um MBA numa universidade de ponta no Brasil, mas não passou nenhum período no exterior? E por ai vai.
No início de minha carreira como jornalista, um chefe de reportagem me disse que a gente sabe que é bom “quando faz chover”. Quando, usando os recursos disponíveis faz o que ninguém consegue, é aquele jogador de basquete que no último segundo arremessa a bola do outro lado da quadra e encesta.
Dizer que tem uma infinidade de recursos à disposição (idiomas, pós-graduações, intercâmbios, etc.) não diz que você é bom, indica que está bem preparado e só. Colocar este conhecimento em prática é uma capacidade pessoal, daí tantos empreendedores de sucesso que nem mesmo terminaram a faculdade.
Aliás, a capacidade de empreender seja em seu negócio, seja em sua carreira, é vital para “fazer chover”. Mas qual a receita para isto? Eu diria que não há, mas existem três comportamentos que, a meu ver, são fundamentais:
:: Relevância: tudo o que fazemos pode ser pura perda de tempo ou ter a capacidade de oferecer valor. Numa conversa de amigos, pode falar mal de alguém ou compartilhar uma idéia ou oportunidade. Isto pode ser feito no trabalho e na vida social, quando você é uma pessoa relevante todo mundo gosta da sua companhia. Afinal, quando a corda arrebenta, a gente quer estar do lado de quem resolve, não é?
:: Coerência: não tem como ser educado no e-mail e um cavalo pessoalmente. Pregar a liderança participativa e praticar a tirania. Defender a democracia e massacrar os filhos. Na Bíblia, na Carta de Ludicéia, está a frase “seja quente ou seja frio, não seja morno que te vomito.” Ainda na Bíblia, em Matheus, Jesus volta a dizer “que seu sim, seja sim. Que teu não seja não.” O recado é simples, siga um único caminho, seus passos terão mais velocidade e mais verdade.
:: Constância: as coisas não acontecem no tempo que desejamos. Ana Claudia Carvalho, uma incrível executiva do Rio, certa vez me disse que “o tempo de Deus não é igual ao nosso”. Ótima definição para a importância da constância. O agricultor vai ter que cuidar do pé de café, em média, por três anos até colher alguma coisa. Você terá que primeiro construir sua carreira e sua imagem como profissional para depois colher. Este é um exercício de todo dia, a conquista de ontem não compensa o desafio de hoje.
Mas ainda não respondemos a pergunta do início: Como você sabe que é bom no que faz?
Quando tem o cargo que deseja? Quando o chefe te elogia? Quando seu salário é compensador? Quando as pessoas te admiram? Acho que a resposta varia de pessoa para pessoa, o sucesso tem um sabor muito pessoal, mas gostaria de saber sua resposta. Qual é o sinal que indica quando você é bom?

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.