Aposentadoria: mulheres terão que contribuir por mais tempo

Técnicos dos Ministérios da Fazenda e da Previdência já tem pronto o projeto do Governo que altera as regras da aposentadoria para mulheres. As mudanças mexem nas pensões pagas a viúvas e viúvos e traça mecanismos alternativos para o fim do fator previdenciário, com aumento da idade e do tempo de contribuição para que os trabalhadores do setor privado (INSS) possam requerer suas aposentadorias.

Segundo publicou o jornal O Globo, no caso da pensão por morte, uma das mudanças é a redução no valor do benefício dos novos pedidos de concessão: hoje, a pensão corresponde ao valor integral pago ao segurado. A ideia é reduzi-la para 70%, no caso de cônjuges sem filhos menores de 21 anos.

Em outra frente, o governo está decidido a impor regras duras para aceitar o fim do fator previdenciário, defendido pelo Congresso e que respondeu por uma economia de R$ 31 bilhões nos últimos dez anos.

Nesse caso, as mulheres passariam a contribuir por 33 anos em vez dos 30 anos atuais, sendo mantidos os 35 anos para os homens. O tempo mínimo de contribuição para obter direito ao benefício do INSS, nos dois casos, passaria de 15 anos para 25 anos.

Essas medidas, porém, não seriam suficientes para repor a perda decorrente do fim do fator previdenciário. Foram elaboradas várias alternativas. A que mais agrada ao governo, tecnicamente, é aumentar a idade média da aposentadoria, hoje em 51 anos (mulher) e 54 anos (homem), para 53 anos e 58 anos, respectivamente. O aumento seria progressivo, sendo que, num prazo de dez anos, atingiria 63 anos e 65 anos, respectivamente.

Há tempos venho alertando aqui no Caminhando Junto para o risco de entregar a responsabilidade da sua aposentadoria ao Governo. A administração pública já provou que não é capaz de lidar sabiamente com os desafios que o país apresenta, e mesmo assim, a grande maioria dos brasileiros negligencia sua aposentadoria.

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
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