Por que a gente é do jeito que é?

Você frequentemente se compara com os outros? Tenho observado, nos últimos anos, uma grande angústia nas pessoas para se tornarem exemplos de sucesso. Para encontrar uma “fórmula mágica” – que não existe –, acabam se baseando em referências externas, como colegas de trabalho, familiares, amigos e, principalmente, aquelas pessoas bem sucedidas que aparecem diariamente na televisão, nos jornais e na internet.

Por procurarem exemplos perfeitos, acabam concluindo “por que estas pessoas, com idade e formação semelhantes às minhas, têm um cargo melhor, ou estão ricas ou tem um casamento feliz e eu não?”, “o que estou fazendo de errado?”. O problema é que, muitas vezes, tentamos comparar “abacaxi com melancia”. Como assim?
Queremos encontrar lógica onde não há. Obter resultados parecidos ao de pessoas com personalidades diferentes não faz o menor sentido! A Neurociência comportamental explica que a personalidade depende da formação das conexões entre os neurônios (sinapses), e as mais usadas na vida da pessoa desde a infância serão mais fortes e vão expressar seus principais comportamentos e esses o acompanharão por toda vida. Ou seja, a personalidade de um adulto muda pouco e o “jeitão” de cada pessoa é uma marca registrada, com todos seus pontos fortes e fracos.
Toda pessoa tem áreas onde demonstra maior aptidão e outras nas quais sofre para fazer algo. Isso porque cada um tem uma configuração mental única, formada a partir da genética e moldada pelo ambiente em que se foi criado e reforçado pelo ambiente atual. Então, se você é impaciente e informal, e trabalha em uma área que exige muita paciência e formalismo, sinto muito, mas está no lugar errado!
Se você tentar se transformar em uma pessoa paciente e detalhista, além de não resolver o seu problema, ficará ainda mais estressado, e os resultados provavelmente serão pífios. Ao invés de tentar mudar sua personalidade, que tal aproveitá-la melhor procurando um trabalho onde você possa usar sua facilidade em criar relacionamentos?
A conclusão é: vale a pena aperfeiçoar-se naquilo que você já têm aptidão, para ficar ainda melhor, e colher resultados mais rápidos. Com foco e estudo, é possível atingir a excelência pessoal respeitando seu estilo único de ser.
Eduardo Ferraz é consultor em Gestão de Pessoas e especialista em treinamentos e consultoria In Company, com aplicações práticas de Neurociência. Possui mais de 30.000 horas de experiência em empresas que precisam de diagnósticos e resultados rápidos. É pós-graduado em Direção de Empresas pelo ISAD PUC-PR e especializado em Coordenação e Dinâmica de Grupos pela SBDG. Autor do livro “Por que a gente é do jeito que a gente é?”, da Editora Gente. www.eduardoferraz.com.br
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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.