Orçamento de pessoas ajustado à gestão estratégica

Ao pensarmos em uma empresa, pensamos também em seu processo produtivo. O produto final é o grande alvo na cadeia produtiva. Por trás dessa teoria e de um “pré-conceito mistificado, há ainda um discurso de que o departamento de recursos humanos, nosso antigo “DP”, seja um mal necessário dentro de uma organização”.

Porém, hoje, algumas empresas possuem um perfil totalmente diferente dessa visão acima. Ao perceberem o aumento da produtividade e uma melhora significativa no processo quando contam com funcionários capacitados e felizes, essas empresas mudaram seu modo de pensar e agir.
O processo de planejamento estratégico dentro de uma empresa requer início a partir de um “orçamento de gente”. Esse trata não só de quantidade de pessoas para desenvolver cada tarefa, mas também das premissas necessárias para a melhor execução de cada tarefa.
Ajustar o “orçamento de gente” com a gestão estratégica de pessoal envolve alguns conceitos nos quais as empresas nacionais ainda não estão acostumadas a pensar.
Vejamos pelo lado de custo: quando pensamos em treinamento para uma pessoa, por exemplo, temos sempre a questão custo direto como o ponto de trava do processo. Mas se considerarmos que uma pessoa apta a desenvolver determinada tarefa, de uma maneira correta, com técnicas eficazes e eficientes, além de conhecimentos específicos, teremos que observar que o custo de não possuir as informações devidas é muito maior do que não fornecer o treinamento. Ou seja, a visão estratégica foca o problema saindo da zona de conforto. Tratando em termos populares, não fornecer o treinamento é o típico exemplo onde o “barato sai caro”. Empresas que não fornecem o devido conhecimento são organizações, no fim das contas, desmotivadoras.
Empresas que apresentam de forma clara e transparente ao seu funcionário o que se espera dele e o que se poderá oferecer a ele faz diferença em todos os aspectos do trajeto daquele profissional. Entusiasmo e colaboração são duas das possíveis respostas do funcionário que tem as informações necessárias para trilhar sua jornada dentro da organização. Instituições perdem seus profissionais todos os dias por falta de planejamento na gestão de carreiras. O profissional que sabe o caminho a ser trilhado pela empresa, tem mais confiança nos passos que dá dentro da organização, assim como trabalha de forma mais produtiva para si e para o grupo.
Assim, olhar para o planejamento estratégico, alinhando o chamado “orçamento de gente” à gestão de pessoal, torna a empresa mais sólida no que tange ao valor agregado de sua cadeia produtiva. Torna possível que a empresa cresça de modo sustentável. Seus caminhos apresentam-se mais definidos, assim como seus procedimentos, metodologia de trabalho, modo de produção e gestão como um todo.
Se pensarmos que falta-nos mão de obra para diversas atividades e a educação é um item na qual se baseia esse problema, também poderemos notar que trata-se também de um problema de planejamento estrutural estratégico,  de alinhamento do orçamento versus pessoas versus objetivos. E isto ocorre tanto no setor público como no privado, ou seja, as empresas não se preocupam em alocar as pessoas certas em suas linhas de produção. As organizações preocupam-se em colocar o produto final no mercado, não importando o custo, pois o consumidor, direta ou indiretamente, paga o preço.
Assim, é evidente a importância de alinhar o orçamento de pessoas à gestão estratégica de pessoal. Com as grandes potências mundiais, um mercado globalizado e o crescimento da população, as empresas que não estiverem atentas a essa questão, perdem em qualidade e competitividade. E hoje, quem sobrevive neste mercado, como já diria Charles Darwin, são os mais aptos. A seleção natural do mercado prioriza produtos e colaboradores com mais qualidade e eficiência.
Jeferson Melo é administrador e sócio-diretor da Arquiteta Software, empresa especializada em soluções de gestão 

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.