Novo teste para seleção de pessoal

Na próxima vez que o seu RH precisar fazer a seleção de pessoal, inclua nas dinâmicas de grupo um teste que com certeza revela muito sobre a pessoa: uma volta com ela ao volante.

O total de veículos no país mais que dobrou nos últimos dez anos e atingiu 64,8 milhões em dezembro de 2010, segundo levantamento do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). É reflexo direto do aumento do poder de consumo dos brasileiros e motivo de orgulho entre as famílias. O irônico disto tudo é que por mais que se façam campanhas educativas, blitz, multas e tudo mais, o motorista continua muito ruim.
Na minha opinião, o problema não está na formação ou em qualquer outra ferramenta, está na pessoa. Porque eu escolho acelerar, eu escolho fechar o carro ao lado para forçar uma ultrapassagem, eu escolho ignorar a presença da minha família dentro do veículo, eu escolho ser mal educado com o pedestre. É tudo uma questão de escolha. Mais ainda, são reações instintivas, já que são basicamente puro reflexo sem tempo para qualquer maquiagem.
Então fico pensando, como pode um sujeito que no trânsito é autoritário, mal educado e agressivo, ser no trabalho um líder motivador e participativo? Só se for um ator muito bom. Tenho certeza de que você conhece um monte de pessoas assim. O problema é que pessoas assim fazem grandes estragos no volante do carro e da empresa.
Quem viaja pelas grandes rodovias brasileiras já viu muita coisa horrível acontecer com gente muito boa. Como a Fernão Dias faz parte da minha rotina há muitos anos, tenho inúmeras lembranças de acidentes causados por decisões imbecis. Da mesma forma, você também conhece várias histórias de chefes que massacram seus subordinados, às vezes, apenas para extravasar a tensão.
Há diversos estudos psicológicos sobre motoristas, mas a base de tudo está nos valores usados para a tomada de decisões. Já passou da hora de trabalharmos mais com o cérebro do que com as mãos, de agir ao invés de reagir, de estarmos realmente conscientes das escolhas que fazemos antes de causar prejuízos às empresas ou desgraças às pessoas. 
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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.