Hands on: palavra da moda no RH

O mínimo que se espera de alguém é disposição para o trabalho
Nove em cada 10 currículos de hoje trazem a expressão “hands on” ou trocando em miúdos: mão na massa. Este é mais dos termos que ganham destaque de tempos em tempos, na tentativa de tornar o candidato ao emprego mais atraente aos olhos do RH, como se fosse possível ganhar destaque escrevendo o óbvio.

Se você está recrutando alguém para um cargo, não importa qual seja, necessariamente precisa que seja disposto. Mesmo que seja para a vaga de testador de colchões, o sujeito terá que ser “mão na massa”, isto é um pré-requisito, é o mínimo que se espera de alguém, não é nenhum diferencial. É como dizer que se é honesto, afinal, é o mínimo que se espera de alguém.
Quando tenho a missão de selecionar, gosto de tornar a entrevista de emprego uma experiência mais tranquila, pois acredito que o nervosismo e a ansiedade possam prejudicar muito o desempenho de um bom candidato. E como jornalista, gosto de tirar o máximo de uma entrevista. Nestes momentos, sempre questiono, mais de uma vez e de formas diferentes, porque razão o candidato deva ser escolhido. É raro a obter uma resposta sincera, confiante, sem uso de chavões ou clichês decorados de livros de autoajuda.
Não existe uma receita, cada candidato terá sua razão e a vaga terá sua exigência. Mas a grande pergunta é: de quem é a culpa pelas palavras da moda nos currículos? Dos candidatos que tentam enfeitar o texto ou do recrutador que gosta de ver modismos no papel? 

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.