A importância da Gestão de Pessoas nas Empresas Familiares

O grande fator impulsionador das organizações, de uma forma geral, são as pessoas.
Nas empresas familiares, a forma de administração de pessoas tem características muito próprias em virtude dos sentimentos que envolvem, não somente os membros da família, mas também todos aqueles que se enquadram neste ambiente. Muitas vezes a proximidade do funcionário com o fundador ou gestor da empresa pode desaguar em relacionamentos paternalistas e, quase sempre, sem o profissionalismo necessário para a condução das atividades organizacionais. Isso sem falar nas relações entre parentes dentro da organização.

Assim, toda a forma de gestão de pessoas deve ser pensada e direcionada de maneira estratégica, para que não haja degeneração das relações e, consequentemente, dos negócios.

A área de Recursos Humanos é muito sensível às mudanças que ocorrem na organização, e por isto deve ser considerada como uma das vertentes para desenvolver a estratégia nas companhias, além de atuar em seu modelo operacional. Porém, nem sempre é esta a imagem que é passada, seja na própria área de RH ou nas demais áreas da empresa. Isto é surpreendente quando se analisam as características do ambiente em que estão imersas as organizações modernas, ambiente este repleto de indefinições, de incertezas, de restrições, de ameaças e de oportunidades de toda espécie, onde as palavras-chave são: competitividade e longevidade.

A fórmula da longevidade é perseguida pelas empresas familiares, que historicamente, têm uma alta taxa de mortalidade.

Independentemente de ser familiar ou não, as empresas mantém um discurso que destaca a importância da área voltada para gestão de pessoas, até porque “gente talentosa” faz parte de um ativo raro e dificilmente imitável, o que torna o capital humano um recurso altamente competitivo. Assim, reconhece-se que pessoas são geradoras de valor e não meros recursos, embora ainda se fale em Recursos Humanos.

As atividades vinculadas a Recursos Humanos podem ser definidas por meio das seguintes ferramentas: diagnóstico e planejamento em recursos humanos, recrutamento, seleção, análise e descrição de cargos, salários e benefícios, carreiras, saúde e segurança no trabalho, treinamento e desenvolvimento de pessoal, desenvolvimento e mudança organizacional, avaliação de desempenho e relação com empregados.

As atividades podem ser realizadas por meio da operacionalização das ferramentas de gestão de pessoas, mas devem ser planejadas e desenvolvidas estrategicamente, de forma a permitir que as ações estejam vinculadas aos objetivos gerais da organização.  O papel do RH Estratégico é desenvolver e manter talentos. Isso permitirá que a empresa consiga alcançar suas metas e gere vantagem competitiva. Em outras palavras, é preciso que a equipe de RH pense como gestor do negócio o que, segundo os autores, tradicionalmente não ocorre, vez que gestores de RH não adotam as crenças dos outros e não atuam como tal.

Gabriela de Meschini :: www.empresafamiliar.com.br

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.