Os cuidados na hora de contratar o plano odontológico

Planos odonto já atendem 13 milhões de brasileiros

plano_odontologico Entre os três benefícios mais procurados pelos colaboradores, os planos odontológicos vem crescendo à uma taxa de 20% ao ano no Brasil. O desempenho é justificado pela população que não tem acesso ao serviço público ou particular e também pelo baixo custo de aquisição para as empresas. Mas como todo benefício contratado, é preciso atenção para não jogar tempo e dinheiro fora.

Dados das companhias de planos odontológicos estimam que 20% dos brasileiros nunca se sentaram numa cadeira de dentista, por outro lado 97% sofre com as cáries e para piorar 8 milhões de pessoas com mais de 30 anos já utiliza uma prótese. Os números mostram a ineficiência do poder público em prover o atendimento da saúde bucal à população, à exemplo de outros serviços básicos.

Por muito tempo, o atendimento particular se mostrou o único caminho, mas restrito apenas às famílias que podiam pagar. Este imenso vácuo mostrou a oportunidade para as operadoras de planos odontológicos e logo cairam no gosto dos trabalhadores. Do ponto de vista do RH, o benefício se justifica porque 25% das ausências no trabalho estão relacionadas com a saúde da boca, 1 em cada 4 faltas são por causa de problemas dentários não resolvidos. O raciocínio é simples: o trabalhador tem um problema de canal, por exemplo, sem dinheiro para pagar o tratamento (em torno de mil reais), vai ao serviço de urgência nos postos de saúde. É medicado e no dia seguinte volta ao trabalho. Dali uns dias o problema retorna e ele refaz o mesmo caminho.

Ao oferecer o benefício, as empresas estão ampliando a atenção à saúde buscando uma abordagem mais completa, e por tabela, reduzindo muito da sinistralidade no plano de saúde. Hoje já se sabe que doenças coronarianas e gastrointestinais podem ter relação aos problemas da boca, mas o tratamento com o dentista é infinitamente mais barato. Além disto, diabetes e câncer de boca também tem relação com a saúde da boca.

Além da importância do benefício, o que tem atraído muito os RHs é o custo muito acessível dos planos odontológicos em torno de R$ 12 mensais por pessoa. Os planos básicos que atendem ao ROL da ANS dão uma cobertura satisfatória, mas há outros planos mais abrangentes também por um custo atraente. Fazendo as contas, em média, uma consulta ao dentista equivale à 4,91 mensalidades, uma limpeza equivale à 6,2 mensalidade e uma restauração à 5,6 mensalidades, o que prova um excelente custo/benefício.

De qualquer modo, é preciso atenção na hora de contratar, do mesmo modo que o plano de saúde e o seguro de vida. Normalmente os contratos são de 24 meses e o colaborador que adere tem que permanecer por pelo menos 12 meses. Isto impede que o usuário participe apenas durante o tratamento, ele só vai sair antes do período no caso de demissão. O reajuste vai acontecer no mesmo modelo da assistência médica seguindo o IGP-M e a sinistralidade, geralmente em torno de 65%.

Outro ponto a ser considerado é a facilidade de uso, em algumas operadoras é preciso passar por uma vistoria ou obter aprovação prévia e, pior, há planos que obrigam o usuário a passar pela perícia novamente após o tratamento. Isto vai significar, em média, de 3 a 4 faltas no trabalho.

Algumas operadoras já disponibilizam indicadores de utilização do benefício o que garante uma melhor gestão do benefício, um ponto a ser priorizado pelo recursos humanos. De qualquer maneira, o plano odontológico é interessante para a empresa que deseja oferecer seu primeiro benefício ou deseja completar seu programa, mas antes de assinar qualquer contrato, converse com um consultor e exija a comparação entre pelo menos duas propostas.

 

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.