Equipes corporativas se consideram medianas

Principais fatores de queda no desempenho são a falta de motivação e de trabalho em equipe

recursos_humanos Um dos princípios básicos para a evolução pessoal e profissional é a auto-análise de rendimento. Com essa premissa, a Weigel Coaching, especializada em comportamento e desenvolvimento de pessoas e equipes corporativas, elaborou uma análise durante atividades de aprimoramento comportamental em quatro grandes empresas de São Paulo.

O objetivo do estudo, que teve a participação de aproximadamente 400 pessoas, foi analisar como cada grupo avaliava seu próprio rendimento. A média obtida foi de 5,24 pontos. Ou seja, de dez, nota máxima de desempenho, as próprias pessoas consideravam-se um time nota cinco.

De acordo com os dados obtidos pelo levantamento, que observa 32 itens no total, o principal motivo do rendimento abaixo do esperado é a falta de motivação. Cerca de 55% dos trabalhadores apontaram esse aspecto como um entrave. Em segundo lugar ficou a falta do trabalho em equipe, com 31%, seguida da falta de disciplina, com 15,5%. Outro problema bastante citado foi a falha na comunicação corporativa e interpessoal, que apareceu com 11%.

Segundo Jaqueline Weigel, diretora geral da Weigel Coaching, o resultado do trabalho desenvolvido foi elevar este número de 5,24 para 7,91 pontos em um período de 60 a 90 dias. “Avaliar seu próprio desempenho numa média de oito é o mínimo que as equipes estabelecem para se sentirem produtivas e satisfeitas. Este é o foco do trabalho, procurar a causa raiz do baixo rendimento e estimular os grupos a resolverem os impasses”, explicou. Surtiu efeito. Segundo a pesquisa, o processo melhora em média 46,56% a produtividade, segundo a avaliação de desempenho dos próprios funcionários, dos líderes, interfaces e da empresa, representada por seu gestor principal.

Na opinião da especialista, que possui mais de 1.500 horas de atendimento como “coach” e é credenciada pela International Coach Federation  (ICF), o problema mais grave dos gestores é considerarem o time ruim. “A dificuldade está no modelo de gestão e na liderança em uma forma geral, desde gerente até o CEO. Falta enxergar a real necessidade dos liderados. No ambiente, tem-se a impressão de que nada que o time faça está bom o suficiente. Além disso, promessas não são cumpridas, existem falhas graves no planejamento, líderes não defendem suas equipes perante adversidades. Esses e outros fatores contribuem para a insatisfação e a falta de motivação e engajamento dos liderados”, disse Jaqueline.

De acordo com o trabalho da Weigel Coaching, medidas simples motivam uma equipe a trabalhar pela meta. Equilíbrio e harmonia no ambiente de trabalho, mais tempo livre para gerar melhorias, um equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e a percepção de que eles são importantes nesse processo. “É essencial passar tranqüilidade, oferecer condições de trabalho, oportunidades de crescimento pessoal e profissional. Ninguém se mobiliza apenas pela meta da empresa”, finalizou.

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.