Sua empresa paga por publicidade negativa?

Algumas empresas transmitem ótima imagem na mídia, mas são rés em várias ações nos tribunais do país

direito_do_consumidor Façam um teste: depois de ver uma publicidade, entrem no site do Superior Tribunal de Justiça e escrevam o nome da empresa no campo jurisprudência. Muito provavelmente, serão várias as aparições dela como ré em diversos processos que envolvam direito do consumidor.

O que isso quer dizer?

Que as empresas estão mais preocupadas em investir em fortes campanhas publicitárias e não se preocupam com o direito preventivo, principalmente no que tange o direito do consumidor. Com o acesso à internet e com o consumidor bem informado, fica cada vez mais fácil para um cliente em potencial buscar informações sobre as empresas de seu interesse nos sites oficiais ou de defesa do consumidor em toda rede.

O número de consumidores que faz esse tipo de busca ainda é pequeno, mas está em crescimento. Pois o consumidor não quer contratar determinada empresa e saber que o pós-venda será resolvido no judiciário. É óbvio que grandes empresas possuem um elevado número de processos, mas uma parcela considerável poderia ser evitada com a aplicação do direito do consumidor preventivo e um pós-venda adequado às normas consumeristas.

Com tal atitude a empresa pode se valer de informações oficiais nos órgãos do Judiciário para demonstrar credibilidade á sua marca, e conseqüentemente, comprovar que se preocupa com os direitos do consumidor antes mesmo da venda ser concretizada. Ou seja, uma publicidade oficial e de baixo custo.

Além de não sofrer com as demoradas ações no judiciário, a empresa arrecadará mais com novos clientes e se fortalecerá no mercado de consumo. Pois como já afirmei no artigo De bem com o consumidor “Consumidor satisfeito é o marketing perfeito”.

Como a concorrência entre as empresas está cada vez mais acirrada, com produtos se equiparando no quesito qualidade e os consumidores estão cada vez mais informados, qualquer diferencial positivo conquista mais clientes e agrega mais lucro a empresa. E um novo diferencial é a adequação das empresas ao Código de Defesa do Consumidor no pré e pós-venda. Tornando-se assim uma Empresa Pró-Consumidor.

Vinicius Rosa é advogado do Instituto Justiça do Consumidor e do Escritório Regina Motta e Vinicius Rosa, advocacia e consultoria.

 

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.