R$ 6,7 mil é o que você pagará de impostos até dezembro

Pelo terceiro ano consecutivo a arrecadação tributária ultrapassará R$ 1 trilhão em impostos

image Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT e da Associação Comercial de São Paulo – ACSP, neste ano, em comparação a 2009, a marca foi atingida 49 dias antes e, em comparação a 2008, 50 dias. Até hoje, 26 de outubro de 2010, cada brasileiro já pagou R$ 5.207,22 em tributos e, até o final do ano, terá pago aproximadamente R$ 6.700,00.

Nesta terça-feira, o IBPT e a ACSP divulgaram um estudo em que demonstra, individualmente, que o tributo de maior arrecadação é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS, com 21,47% do total; seguido da contribuição previdenciária para o INSS com 17,51%; do Imposto de Renda com 16,60%; e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins com 10,93%. Revela ainda que a média de arrecadação diária totaliza R$ 3,35 bilhões, sendo que por segundo é arrecadado o valor de R$ 38.709,28.

O presidente do IBPT, João Eloi Olenike, destacou que a motivação para carga tributária tão alta em 2010 se deve ao crescimento econômico; redução da sonegação fiscal, por meio da Nota Fiscal Eletrônica, Sped Eletrônico; e a forma como os tributos são cobrados no Brasil, um verdadeiro efeito cascata. “Temos uma previsão de que o PIB possa chegar a 7% e a carga tributária em relação ao PIB apresente um aumento de aproximadamente 0,7 ponto porcentual neste ano, com isso o volume da arrecadação pelo governo reflete os recordes atingidos atualmente. Para a vice-presidente do IBPT, Letícia do Amaral, a população deve reivindicar um retorno de benefícios referentes a serviços públicos de qualidade proporcionalmente aos tributos pagos anualmente.

A Região Sudeste concentra 63,52% de toda a arrecadação, seguida da Região Sul com 14,21%, Região Nordeste com 9,79%, Região Centro-Oeste com 9,11% e Região Norte com 3,37%. São Paulo é o estado com maior arrecadação, com 38,61%, seguido do Rio de Janeiro com 15,22%, Minas Gerais com 7,73%, Rio Grande do Sul com 5,64%, Distrito Federal com 5,33% e Paraná com 5,07%.  Os estados com menor arrecadação são Roraima e Amapá com 0,10% do total e Acre com 0,12%. O Distrito Federal apresenta a maior arrecadação “per capita”, de R$     20.386,20, seguido do Rio de Janeiro com R$ 9.478,56, São Paulo com R$ 9.309,18, Santa Catarina com R$  5.703,44, Espírito Santo com R$  5.604,16, Rio Grande do Sul com R$  5.152,54 e Paraná com R$ 4.730,57. Os estados com menor arrecadação por habitante são Maranhão com R$ 1.111,85, Piauí com R$ 1.268,02, Alagoas com R$ 1.326,87 e Pará com R$ 1.402,06.

O estudo ainda aponta no que poderia ser investido R$ 1 trilhão. Entre as possibilidades estão: mais de 48 mil casas populares de 40m²; mais de 83 mil salas de aula equipadas; cerca de 4 mil postos de saúde equipados; além de aproximadamente 12 mil redes de esgoto; 21 mil postos policiais; contratar mais de 86 mil professores do Ensino Fundamental; fornecer cestas básicas para toda a população brasileira por 26 meses, entre tantos outros.

 

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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.