Programa de Benefícios retém talentos?

Só oferecer o benefício, não resolve. Descubra porque.

gestão_de_benefícios Desde a juventude, sempre gostei de fazer parte de vários movimentos sociais, já participei de diversas associações, clubes, grupos de trabalho, etc. Acredito que isto me ajuda a manter o contato com o mundo, com opiniões e realidades diversas e que a soma disto me faz um sujeito e um profissional melhor, mais amadurecido. Recentemente me juntei ao grupo que está fundando o Clube de RH de Extrema e região, cerca de 60 profissionais que desejam ir além.

Nestes encontros tenho conquistado novos amigos e, como já disse, aprendido com outras maneiras de ver a gestão de pessoas, a comunicação interna e o programa de benefícios. Numa destas conversas, pude confirmar uma percepção que tenho há um bom tempo, simplesmente oferecer um programa de benefícios, não resolve, não retem talentos. Explico: sua empresa decide oferecer o plano de saúde, todo mundo comemora, mas depois de 3 meses, o benefício já passa despercebido e torna-se uma obrigação. A resposta está na união entre gestão do benefício, comunicação interna e criação de lideranças.

E porque fomentar esta discussão? Porque o momento economico do Brasil é outro, apenas no primeiro semestre, Minas Gerais atraiu investimentos de R$ 50 bilhões e as indústrias que já estão em fase de implantação vão gerar mais 3 mil empregos. O número seria maravilhoso se não fosse por um detalhe, as empresas que já estão no Sul de Minas não conseguem preencher seus quadros. Os RHs estão sob pressão para contratar e simplesmente não conseguem, a consequencia direta é o leilão de mão-de-obra.

Assim, conseguir mostrar ao profissional que ficar na empresa é um bom negócio, tem sido um exercício de todo dia. Além disto, o profissional também está mudando e rápido. A remuneração variável era um item de pauta restrito aos altos executivos, mas, agora dos níveis intermediários aos operários, todos querem discutir uma maior participação no resultado. Acho isto muito saudável e capaz de levar o setor privado brasileiro a um outro nível, com um profissional muito mais engajado e também melhor remunerado.

No meu dia-a-dia, os efeitos são diretos. As empresas que se limitam a contratar um benefício seja ele um plano de saúde, odonto, seguro de vida ou plano de previdência, perdem muito tempo, dinheiro e esforço. Porque benefício sem gestão, não tem resultado. A contratação é a parte mais simples, mas a gestão é capaz de revelar muito sobre os funcionários, de fornecer indicadores de desempenho para cada benefício e mais, de iniciar projetos capazes de agregar valor à marca da empresa. Algumas operadoras e seguradoras já perceberam isto e oferecem para a empresa uma série de serviços como palestras, treinamentos, material de comunicação, tudo para estar ao lado do RH na busca por um trabalhador mais consciente e satisfeito com o emprego.

Esta não é uma discussão simples, mas é uma discussão necessária. Você não precisa fazer tudo sozinho e usar a expertise de fornecedores é muito inteligente. Então, exija mais do seu consultor de benefícios, peça dados indicadores, relatórios rotineiros, sugestões e alertas, e, se ele não souber ou não quizer fazer isto, é hora de mudar o fornecedor.

Se precisar de ajuda, pode escrever para [email protected]

 

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.