Assédio Moral: quando o despreparo gera um problemão

O prejuízo por ir muito além do processo legal

assedio_moral_no_trabalho Dia desses, tomava café com um advogado que responde pelo Jurídico de uma grande empresa de São Paulo. O intenso movimento de expansão das indústrias levou a empresa a ampliar a produção através de uma nova unidade no interior. Para dar conta da produção quase que imediata, alguns cargos foram preenchidos por colaboradores sem qualquer perfil de liderança. Um destes causou um dos piores episódios de Assédio Moral dentro da empresa.

O sujeito, com gargo de gerência, vinha à dias se desentendendo com outro funcionário e a qualquer falhar decidia usá-lo como exemplo para todos. Mas numa destas reprimendas em público, o funcionário se rebelou e questionou o “chefe” que não pensou duas vezes usou toda a autoridade para colocá-lo de “castigo” sentado no meio da linha de produção, onde todos pudessem vê-lo. O rapaz obedeceu e passou todo o expediente ali em silêncio. Ao final, ligou para a Polícia e fez um boletim de ocorrência por Assédio Moral, momento em que todos os outros funcionários foram listados como testemunhas.
O processo foi aberto e o resultado é previsível. Mas o prejuízo na Justiça não é o único. Ao saber do ocorrido, um cliente ficou com receio de ser vinculado ao caso e cancelou todos os pedidos. A imagem desta empresa estará por muito tempo ligada ao assédio moral.
Mas de quem é a culpa? Do gerente que não teve qualquer respeito por seu subordinado? Da empresa que não teve critérios na seleção? Do funcionário que não se resignou? O Assédio Moral vem se tornando cada vez mais público e mostra a fragilidade das políticas de RH em muitas empresas. Por isto eu o convido a ver o vídeo abaixo e partilha-lo com seus colegas.
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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.