Seguro fiança locatícia cresce 191%

Produto apresenta vantagens para inquilinos e proprietários

seguro_fiança_locaticia Dados do mercado de seguros confirmam que o seguro fiança locatícia cresceu 191% nos últimos três anos. As perspectivas são também muito boas, principalmente devido à nova Lei do Inquilinato, cujas regras tendem a motivar maior demanda pelo produto, que garante o pagamento de aluguéis e demais encargos, em caso de inadimplência do inquilino.

De acordo com o especialista Carlos Barros de Moura, diretor da APTS (Associação Paulista dos Técnicos de Seguro), o seguro fiança locatícia é bom para o inquilino, porque ganha independência e cria um histórico positivo junto aos órgãos de controle de crédito.

Para os proprietários, as vantagens incluem o recebimento do aluguel, de forma ágil e sem burocracias. “Mas é sempre bom lembrar que o consumidor precisa pagar pela ficha cadastral, que fica em torno de R$ 45,00, valor que não é devolvido caso a seguradora não aceite a proposta”, ressalta Barros de Moura.

Ele avisa ainda que, em geral, não há diferenças significativas entre casas e apartamentos, mas o seguro pode variar de preço de acordo com a região do país se a finalidade do imóvel for comercial.

Simulações

Por exemplo, para uma casa situada em São Paulo, considerando um aluguel de 1.000,00, o seguro custa R$ 965,09. Esse valor pode chegar a R$ 2.283,99 se a pessoa incluir coberturas acessórias para IPTU, contas de água e luz, danos causados ao imóvel, além de optar pelos serviços agregados, como chaveiro, vidraceiro, dedetização, instalação de ventilador de teto, assistência em antenas, reparos de máquina de lavar roupas, refrigerador, entre outros.

Ao contrário dos imóveis com finalidade residencial, os comerciais apresentam diferenças significativas, de acordo com a localização. No caso de um espaço cuja locação custa R$ 3.000,00, o pacote completo do seguro (valor mensal do aluguel mais coberturas acessórias), fica em cerca de R$ 4.000,00. O mesmo imóvel terá um seguro de aproximadamente R$ 5.400,00, no município de Piracicaba, por exemplo.

Barros de Moura lembra que as diferenças existem porque as seguradoras trabalham com análises de riscos que envolvem o estudo da localização, ocupação e construção dos imóveis. Mas o seguro fiança locatícia que, em geral, pode ser dividido em até 12 vezes, é um produto hoje muito bem aceito pelo setor imobiliário.

“É muito difícil encontrar pessoas dispostas a assumir as responsabilidades de ser fiador. Além disso, o produto se modernizou e é uma excelente opção para quem vai alugar um imóvel, pois oferece uma série de benefícios que podem ser acoplados à cobertura básica”, avalia.

Carlos Antônio Barros de Moura é diretor da APTS (Associação Paulista dos Técnicos de Seguro).

 

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.