Micro e Pequenas geram mais empregos que as Grandes

São mais de 1,3 milhão de carteiras assinadas até agosto, enquanto médias e grandes geraram pouco mais de 611 mil

era_do_cliente Em agosto os micro e pequenos negócios foram responsáveis por 70,9% dos 299.415 mil empregos com carteira assinada. Mesmo com ligeira queda de 3,6 pontos percentuais em relação a julho, essas empresas mantêm a performance de maiores geradoras de emprego no País. De janeiro a agosto de 2010, elas criaram 1.343.479 empregos com carteira assinada, mais do que o dobro dos 611.061 gerados pelas médias e grandes.

Os números são do Sebrae, extraídos da base de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Projeções da instituição apontam que, seguindo a tendência e mantidas as condições econômicas, até o fim deste ano os micro e pequenos negócios podem gerar número superior a mais 600 mil empregos, alcançando mais de 2 milhões de novos postos de trabalho no ano. Já as de maior porte devem ficar com aproximadamente 500 mil novos empregos em 2010.

“Os dados confirmam o papel das micro e pequenas empresas de grandes geradoras de empregos diante do desafio da maior participação desse segmento no PIB nacional por meio da maior produtividade e competitividade”, avalia o presidente em exercício do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos.

Para ele, esses atributos passam pela melhoria da gestão e do acesso à inovação nos processos produtivos “de modo que o aumento do número de empregos seja acompanhado, também, da maior produtividade nas empresas de pequeno porte”. Carlos Alberto também credita os resultados aos benefícios à Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06), principalmente com a criação do Simples Nacional, que reduziu a burocracia e a carga tributária.

“Estamos diante de um processo de consolidação da Lei Geral, que está no seu terceiro ano de implementação no País, colhendo os frutos, em especial, do capítulo sobre tributação, onde se insere o Simples Nacional”, disse. Conforme o presidente em exercício do Sebrae, o resultado alcançado pelos pequenos negócios “também está vinculado ao aumento da renda e do consumo doméstico, com os setores de serviços, construção civil e indústria de transformação impulsionando a recuperação de postos de trabalho perdidos em 2009.”

“Os pequenos negócios deverão criar cerca de 80% do total de empregos durante todo o ano”, confirma o analista de gestão estratégica do Sebrae, Leonardo Mattar. Entre os principais setores que contribuem para esses resultados, explica, o de maior destaque é o de serviços que deverá fechar o ano criando mais de 700 mil postos de trabalho. É seguido pela construção civil superando 400 mil. Na sequência vem a indústria de transformação, ultrapassando 350 mil.

Só com os 1.343.479 empregos criados de janeiro a agosto de 2010, as micro e pequenas empresas superaram a sua própria performance durante todo o ano de 2009, quando foram as únicas que tiveram saldo positivo. No ano passado elas geraram mais de um milhão de postos de trabalho, enquanto as médias e grandes apresentaram saldo negativo com perdas de 28 mil empregos.

As microempresas, aquelas com até 19 empregados, também vem se mantendo na liderança como maiores geradoras de emprego. É delas o saldo positivo de mais de um milhão de postos de trabalho em 2009. De janeiro a agosto de 2010 elas já superaram um milhão de empregos. Destes, acima de 986,8 mil devem-se às que tem até quatro empregados e o restante àquelas que possuem entre 20 a 99 trabalhadores.

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
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