Genéricos devem chegar a 33% do mercado até o fim de 2011

Medicamentos vão continuar movimentando mercado de US$ 15 bi

medicamentos_genericos O segmento farmacêutico no Brasil tem sido marcado por um crescimento inquestionável. De acordo com dados da IMS Health, consultoria especializada na área, apenas no ano passado, o setor movimentou cerca de US$ 15 bilhões, e neste ano continua a todo vapor. Mas grandes mudanças também movimentam a indústria e o varejo farmacêutico, como as novas determinações da resolução RDC 44/09, da Anvisa, e a proibição da venda de antibióticos sem receita médica.

No campo dos genéricos a situação é bastante favorável, como revela a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos). De acordo com a associação, somente no ano passado, foram comercializadas em torno de 330,9 milhões de unidades de genéricos no Brasil. Com a previsão de vencimento da patente de 12 medicamentos até o fim deste ano, a participação dos “remédios sem marca” deve crescer ainda mais. A Pró-Genéricos estima que até o término de 2011 alcancem 33% do mercado farmacêutico. Ou seja, ainda há muitas oportunidades para o Brasil nessa área e, para quem souber aproveitá-las, isso pode significar aumento no faturamento. Mas quem deseja surfar nessa onda tem de investir em novas tecnologias e equipamentos, a fim de incrementar a linha de genéricos. É uma corrida contra o tempo, já que o processo de pesquisa para desenvolver um novo produto leva cerca de dois anos.

Para o varejo, adequar-se às novas determinações da Anvisa e manter os medicamentos, inclusive os isentos de prescrição médica, longe do alcance dos usuários traz um leque de oportunidades para fidelizar clientes e criar ou consolidar mais um canal de vendas para o consumidor. Além de aumentar o sortimento com produtos de higiene pessoal e beleza, a RDC 44/09 permite ao farmacista oferecer serviços como colocação de brincos, administração de medicamentos (injeções), teste de glicemia e medições de pressão arterial, entre outros.

Econofarma Recife

Para incentivar ainda mais o setor e promover negócios entre a indústria e o varejo farmacêutico, a PH Eventos, empresa especializada em marketing nesse segmento, leva pela primeira vez para Recife a feira de negócios Econofarma. Ela foi inspirada na feira paulista, que está na oitava edição e é considerada uma das maiores e mais completas do setor farmacêutico nacional. Neste ano, ela recebeu 10 mil visitantes e movimentou em torno de R$ 30 milhões em negócios entre os mais de cem expositores (indústrias e distribuidores de medicamentos e produtos de higiene e beleza, além de desenvolvedores de softwares, fabricantes de brindes e gráficas, entre outros) e os farmacistas. “O Nordeste é a região que registra as maiores taxas de crescimento do consumo. Já era hora de receber um grande evento para o varejo farmacêutico”, explica Paulo Heitor Lopes Bruno, diretor da PH Eventos, organizadora da Econofarma Recife e São Paulo. A Econofarma Recife 2010, com entrada gratuita, terá a participação de 67 expositores, e estimativa de 6 mil visitantes. O consultor Clóvis Tavares, PhD em marketing de alta performance e gestão de equipes pela State University of New York, ministra no dia 7 de outubro uma palestra sobre metas, desafios e foco no resultado.

SERVIÇO
Econofarma Recife – Feira do setor farmacêutico 2010
Data: 7 e 8 de outubro de 2010
Horário: das 14h às 20h
Entrada gratuita
Programação
7 de outubro – Palestra de Clóvis Tavares
Local: Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon)
Av. Professor Andrade Bezerra, s/n, bairro do Salgadinho, Olinda/PE.
Informações: www.econofarma.com.br

 

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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.