A culpa é de quem?

Por que nos sentimos culpados?

erre_mais Todos nós, em algum momento de nossas vidas, já experimentamos o sentimento de culpa. Não ficar em casa com os pais para ir a uma festa; não ligar para o amigo por não querer vê-lo naquele dia; deixar de realizar atividades pessoais para dedicar esforço e atenção à profissão, são algumas das decisões que podem, posteriormente, nos agregar a sensação de que somos responsáveis somente por aquilo que não fizemos. Mas, e as tarefas que escolhemos fazer? Como equilibrar realização e culpa?

Para as mães, a aversão as escolhas de suas tarefas diárias faz com que a sensação de estar agindo de forma incorreta tome conta da sua essência. Um estudo realizado pela Universidade Colúmbia de Nova Iorque (EUA) e divulgado na primeira semana de agosto deste ano, revelou que, no primeiro ano de vida da criança, o trabalho materno não afeta significativamente no seu desenvolvimento emocional ou na sua capacidade de aprendizado no futuro.

A pesquisa americana, realizada durante sete anos com mais de 1.000 crianças, conclui que a mulher não precisa se martirizar por não acompanhar o pequeno nos primeiros momentos da vida dele. Ainda assim, é de duvidar que as mães deixem de se culpar pela ausência nas descobertas do dia a dia da criança. Esse fato pode ser explicado pela cobrança imposta pela sociedade à mulher e, também, a própria figura feminina que mantém um grau alto de exigência do cumprimento de suas atividades como mãe, esposa e profissional.

Por que somos tomados por esse sentimento que tanto nos machuca e por vezes perdura por um longo tempo? As pessoas costumam tomar decisões no chamado “piloto automático”, deixando de lado a consciência do corpo, mente e alma naquilo que estamos a realizar. Então vem a culpa, essa tende a ser uma resposta do nosso verdadeiro EU, aquele que realmente sabe o que importa para nós. Em algum momento de nossas vidas, por algum motivo, a missão que definimos é deixada em segundo plano. Esquecemos os objetivos e metas que estabelecemos para a nossa existência e passamos a valorizar as necessidades externas e as cobranças alheias.

Retomar os desejos do passado e ser sincero com o verdadeiro EU pode não ser tão simples, pois isso significa quebrar a rotina, o condicionamento da conformidade. E é por isso que nos culpamos em deixar a criança aos cuidados de outros tutores, enquanto nos estabelecemos profissionalmente, ou seja, ainda que difícil, a culpa passa a ser um caminho mais simples. Se pensarmos por outro lado, o estudo indica que a ausência pode ser compensada por fatores como a boa qualidade nos tratamentos médicos, a harmonia familiar, a segurança financeira e até a sensibilidade mais aguçada da mãe que se realiza no trabalho.

A missão é o despertar, é a consciência de que não estamos aqui por acaso, que existe um caminho de crescimento e desenvolvimento a ser seguido de acordo com nossos valores e somente nós somos os responsáveis por cada passo nessa caminhada rumo ao desejado. Definido esses conceitos é hora de agir, você verá que a colheita será de realizações. Quando agimos de acordo com nossos valores, não somos tomados pela sensação de omitir algo e conseguimos dar continuidade a nossa jornada. Diariamente temos a oportunidade de definir quem somos através de nossas escolhas, que vai desde a roupa que será usada para ir ao trabalho até se iremos voltar a padaria para devolver o troco que estava errado. São essas escolhas que moldam nosso caminho, tornando-o mais leve ou cheio de pedras. O segredo é justamente esse, ter objetivo, fracionar nossa missão traçando metas e transformando-as em ação.

Se houver dúvidas entre ser mãe ou se dedicar a uma carreira profissional, pare, ouça apenas seu coração, sua consciência, com base em seus valores e crenças. Saiba que muitas vezes buscamos em outros lugares as respostas que estão dentro de nós. Mentalize seu objetivo, faça um balanço da situação, avalie se existe um meio termo e, caso não haja, perca o medo de decidir pois quando a escolha estiver pautada naquilo que você realmente acredita, será a decisão correta, não para os outros, mas para você, e é isso o que importa. Viva suas decisões sempre de forma intensa, assim, se tiver que se arrepender de algo será das atividades que realizou, jamais de algo que deixou de fazer.

Anderson Cavalcante, é administrador de empresas com ênfase em Marketing e MBC pela University of Florida. É autor dos best-sellers “O que realmente importa?”; “As coisas boas da vida”, lançado também na Europa, entre outras obras produzidas pela Editora Gente. No Brasil, seus livros já venderam mais de 410 mil exemplares. Para mais informações, acesse www.andersoncavalcante.com.br

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
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