O que Harvard e alguns bilionários podem ensinar ao Brasil

Os resultados da universidade mostram o quanto o Brasil precisa investir em educação

O que Harvard pode ensinar A Universidade de Harvard é a instituição de ensino que mais forma bilionários no mundo, em segundo lugar vem Stanford. A primeira com 62 graduandos bilionários bem sucedidos e a segunda com 28. Os números foram publicados na Época Negócios e mostram mais uma vez o que todo mundo está careca de saber: sem educação não há solução. Há algum tempo, a Fundação Getúlio Vargas mostrou que cada ano de ensino representa 15,07% de aumento no salário. E você acha que estamos no rumo certo?

O Brasil ainda conta 16 milhões de analfabetos, metade deles estão em 586 cidades, 24 delas são  capitais. Consegue imaginar isto? Uma capital, o centro de decisão de um estado, com uma taxa absurda de analfabetos? A economia brasileira deve crescer este ano em torno de 7% a 8%, um número extraordinário, ainda mais vindo depois de uma crise tão séria no mundo, mas como manter este ritmo por um período de 10 anos ou mais? Como equipar as empresas que estão em pleno crescimento e as que estão desembarcando no país? Só tem um caminho: investir na formação de qualidade para os jovens. Muito se fala do milagre chinês, apesar de superficial, um número serve de indicador: a China forma por ano 300 mil engenheiros, enquanto a India forma 200 mil e a Rússia 120 mil engenheiros por ano. O Brasil? Forma economicamente 30 mil engenheiros por ano.

Quantos jovens você conhece que sonham em fazer uma faculdade de ponta? Quantos pais e mães sabem com toda certeza do mundo que seus filhos tem que estudar? E quantos terão seu sonho realizado? Investir numa educação de resultado, que não seja apenas para sair bonito na foto, é mais do que cuidar do crescimento economico, é uma demonstração de respeito do país para com sua gente.

Esta semana a propaganda eleitoral invadiu a TV e o rádio, uma vergonha. Não há uma única proposta ousada e que valha à pena escutar. É só um conjunto de ladaínhas que não explicam de onde vão saír e onde querem chegar. Depois de assistir o programa, a sensação é de desilusão, mas então, olho em volta e me lembro do número de pessoas lutando para reverter este quadro, de quantas ações estão sendo feitas pela sociedade para recuperar o valor do professor e da sala de aula, então percebo que meu sentimento não está sozinho. Isto me dá esperança.

Quem sabe um dia também passemos a formar bilionários em nossas universidades.

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