Seguros para pequenas empresas indenizam até perda de lucros

Empresários podem recorrer a um pacote de coberturas adequado às suas atividades

seguro_pequenas_empresas Segundo o Sebrae-SP, as micro e pequenas empresas (MPEs) respondem por mais de 90% das empresas no Brasil, 67% dos postos de trabalho e 20% do PIB. Com uma previsão de alta do PIB de quase 7% em 2010 e de um cenário com inflação sob controle e taxa desemprego em queda (7,5% no início de maio), os empresários de pequenos negócios se deparam com um quadro amplamente favorável para ampliação do crescimento.

“É nesse contexto que os seguros se tornam instrumentos adequados para prevenção contra diversos tipos de riscos, visando garantir a manutenção das atividades com coberturas para incêndio e roubo e até para greves e perda de lucros por um determinado período, por exemplo”, explica o especialista Carlos Barros de Moura, da BarrosDeMoura & Associados.

Ele acrescenta que “cada tipo de negócio recebe das seguradoras uma análise de riscos específica que vai impactar no preço dos seguros contratados, mas de maneira geral os valores cobrados compensam o investimento”.

A dica é consultar um corretor

O especialista aponta que o pacote de seguros destinado a pequenas empresas pode ser composto com algumas coberturas que são indicadas para todo tipo de negócio, independente do setor de atuação ou perfil do público consumidor.

É o caso, por exemplo, da proteção para incêndio, raio e explosão, que para um valor máximo indenizável de R$ 500.000,00, custa em média R$ 433,50 por ano. A cobertura para danos elétricos e curto circuito fica em R$ 95,04, enquanto a prevenção para vendaval, granizo e impacto de veículos (ambos com indenizações máximas de R$ 15.000,00) sai por R$ 43,30 anuais.

“O importante é o empresário saber que ele deve consultar seu corretor de seguros para determinar as coberturas mais adequadas ao seu negócio e compor um pacote realmente alinhado com sua atividade”, complementa Barros de Moura.

Entre as coberturas disponíveis, os empresários podem acoplar proteção para vidros, anúncios e luminosos, equipamentos eletrônicos, responsabilidade civil decorrente das operações, entre outras.

No caso de um estabelecimento comercial, a responsabilidade civil pode ser acionada se algum cliente escorrega e cai, deixando a loja no alvo de uma eventual ação por danos morais. O seguro, nesse caso, arca com o pagamento das indenizações na Justiça se a empresa for condenada.  

“Também na hipótese de a empresa sofrer algum tipo de bloqueio ou impedimento de acesso que interrompa suas operações por um período, o dono do negócio poderá ser indenizado pelo seguro de lucros cessantes até o valor máximo contratado”, lembra Barros de Moura.

Carlos Antônio Barros de Moura é consultor sênior de BarrosDeMoura & Associados e diretor da APTS (Associação Paulista dos Técnicos de Seguro). Tem mais 35 anos de experiência na indústria de seguros, como executivo de seguradoras ou corretoras, além de ser professor e palestrante, e participa regularmente de encontros nacionais e internacionais sobre seguros, resseguros, gerenciamento de riscos e administração geral.

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
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