O que muda no seu plano de saúde

tomografia Entra em vigor hoje mais um pacote de mudanças nos planos de saúde, segundo portaria da Agência Nacional de Saúde. São mais de 70 novos procedimentos beneficiando cerca de 44 milhões de brasileiros. Mais importante do que decorar a lista de procedimentos é entender o impacto que as mudanças terão.

De cara, um ponto a ser observado é o aumento dos procedimentos preventivos, que possibilitam um diagnóstico precoce mais rápido e eficiente. Isto garante uma maior proteção ao usuário e a longo prazo uma redução de custos nos tratamentos.

Não é a primeira vez que a ANS, órgão do governo federal que regula o setor de saúde suplementar, impõe mudanças que favorecem o consumidor. Estas decisões, claramente, tem o objetivo de transferir maior responsabilidade pelo atendimento à saúde ao setor privado, dada a ineficiência do poder público em cumprir a tarefa ao mesmo tempo que limita as chances das operadoras em negar atendimento. Por exemplo, os exames de PET-scan oncológico, procedimento de alta tecnologia e essencial na detecção de tumores de forma não invasiva, só era garantido na Justiça, agora passa a fazer parte do rol.

Mas a inclusão de mais de 70 procedimentos terá um custo, é claro e inevitável. Vou usar novamente o PET-scan como exemplo, um exame destes custa R$ 3.500, se o consumidor pagar R$ 200 de mensalidade, a operadora levará um ano e meio para recuperar apenas este custo. Quem já tem contrato em vigor só perceberá o impacto no reajuste do ano que vem, mas para quem está pensando em contratar, os preços já estão mais salgados.

Para os contratos empresariais o desafio é ainda maior, já que sem o controle da sinistralidade o reajuste pode inviabilizar o benefício, pois, como o reajuste será feito no aniversário do contrato, sem o devido acompanhamento, o gestor de RH pode ser ver numa situação extremamente delicada.

Uma pesquisa da consultoria de Recursos Humanos, Mercer, revelou que de 2009 para cá, os contratos de saúde empresariais ficaram 14% mais caros. As empresas desembolsaram R$ 40 bilhões para custear a saúde suplementar de seus funcionários, quase o mesmo valor do SUS para atender os brasileiros.

Agora deixo uma dica muito importante: se você é empresário ou profissional de recursos humanos converse com um consultor de benefícios para te ajudar a fazer a análise da sinistralidade e a gestão do benefício. Se sua empresa tem plano de saúde, saiba que já está pagando por este serviço. E, se precisar de alguma orientação, mande um email para: [email protected]

Para entender a importância da gestão de benefícios:

Plano de Saúde: novas regras exigem atenção do RH

Plano ou Seguro Saúde

Programas de Benefícios: o desafio de atrair e reter talentos

 

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.