Mais um é demitido por causa do Twitter

demissao Nos últimos dias, as opiniões veiculadas no Twitter renderam a demissão do jornalista, Felipe Milanez, ex-editor da National Geographic Brasil, por críticas à revista Veja. As duas publicações são do grupo Abril. Ele é não é o primeiro grande executivo a cair assim, em março deste ano, o diretor comercial da Locaweb, Marcio Glikas se envolveu numa discussão com torcedores do São Paulo durante um jogo com o Corinthians, time para o qual torce. A provacação cresceu e chegou à diretoria do São Paulo, e, para complicar tudo, a Locaweb era a patrocinadora do clube naquele jogo.

Os episódios não inaguram nenhuma novidade, nos Estados Unidos cerca de 8% das empresas já demitiram pessoas por mal comportamento em redes sociais. Mais do que questões legais ou trabalhistas, estas questões levantam a discussão entre os limites do privado e do público, do pessoal e do corporativo na web. Felipe Milanez pode perfeitamente discordar da opinião ou da linha editorial da revista Veja, como cidadão. Entretanto, como funcionário da mesma empresa, fica numa situação delicada. No blog Monitorando, Rogério Christofoletti faz uma reflexão sobre o nosso comportamento ao escrever em redes sociais, “Nas redes sociais, parece que estamos pensando alto. Mas na web como a conhecemos agora, pensar alto é dividir. E esse compartilhamento se dá no âmbito público e não mais privado. Por isso, toda queixa, ataque ou admoestação pode sim ser rapidamente encontrada, rastreada e, claro, combatida.”

Isto ocorre pelo poder imensuravel que a internet dá a qualquer informação, verdadeira ou falsa e com um agravante. Na imprensa tradicional, a emissão da informação é linear, em mão única. Por exemplo, o Jornal Nacional faz uma denuncia. Você sabe a fonte da notícia e como ela foi veiculada, também sabe quem responde por ela em caso de falha. Mas ao lançar a mesma denuncia no Twitter, esta informação vai alimentar outros perfis, de outras redes sociais, vai ser citada por diferentes blogs, de formas incontroláveis. Se for uma mentira ou uma informação errada, quem responde? Ninguém.

Alguns profissionais de RH e gestores vem lidando com o problema como um caso de etiqueta ou criando regras e mais regras para determinar até onde um funcionário por usar a web. Mas o problema é maior, é questão de cultura e educação. O que eu coloco no Orkut, no Twitter e no blog é escolha pessoal, ninguém pode censurar. Mas cabe a mim, ter um mínimo de bom senso para não expor a minha vida, de meus amigos e familiares e também da minha vida profissional.

A frase “pensar alto” usado pelo Rogério resume bem o comportamento diante do micro, parece que estamos sozinhos, cochichando no ouvido de um amigo, mas estamos berrando para o mundo. Então, cuidado. Com certeza vamos ler muito sobre casos de demissão pelo mal comportamento na web, mas espero que não seja você, nobre leitor.

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Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.