Como conquistar o tão sonhado emprego em 2010

Com o crescimento da economia brasileira, cerca de 18,6 milhões de trabalhadores devem ser contratados ao longo de 2010 em todo o Brasil. Os dados foram divulgados pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Ainda neste mesmo ano, o IPEA estima que 653 mil pessoas qualificadas e com experiência profissional devem ficar sem uma vaga.

Então, o que o candidato deve fazer para ser um diferencial no mercado e ser bem sucedido?

Primeiro é preciso observar que a competição por vagas se dará entre pessoas aptas. É como se os candidatos qualificados para os empregos disponíveis estivessem alinhados num grid de largada, como numa corrida de fórmula 1. O que definirá o vencedor? A metáfora sugere que muitos fatores podem interferir nessa corrida ao emprego, mas são os detalhes que farão a diferença no final.

Para um candidato a emprego o detalhe pode ser um currículo bem feito, focado na qualificação, nos objetivos e resultados que o candidato tenha obtido num emprego anterior e a promessa de repeti-los no próximo. Pode ser uma boa rede de relacionamentos; Pode ser o comportamento esperado na dinâmica de grupo; a revelação de uma personalidade forte e encantadora; a disposição para a iniciativa,  colaboração, flexibilidade, criatividade e  aprendizagem. Pode ser a boa impressão causada ao apresentar-se para a entrevista: o cumprimento cordial à recepcionista e aos demais presentes, a energia transmitida ao apertar a mão do entrevistador, o olhar firme e atento, o sorriso franco, a aparência saudável e bem cuidada, a roupa adequada, a postura sóbria, o discurso coerente, a atitude, e, claro, o conteúdo requerido. Se o candidato não descuidar desses detalhes, por certo seduzirá recrutadores – sempre à caça de pessoas que possam fazer a diferença numa empresa.

Atualmente, nas entrevistas, tenta-se descobrir o que o candidato sabe sobre a empresa, se teve a preocupação de pesquisar sobre o tipo de negócio, o portifólio de serviços e produtos, a posição e a reputação no mercado, os principais concorrentes. Tenta-se entender as motivações do candidato e a real contribuição que sua contratação trará. Tenta-se descobrir quais são os valores que norteiam suas ações na vida e se combinam com os valores e a cultura da empresa.

Então, não basta o candidato ler os manuais de como comportar-se numa seleção para emprego. Ele precisa mostrar que é o que aparenta ser; que tem as qualidades que diz ter.

E que nenhum candidato se engane: mesmo pertencendo à geração Y – a dos jovens da era digital, das redes de relacionamentos, cheios de energia, idéias e vontades – precisam mostrar maturidade emocional e capacidade de assumir responsabilidades e realizar o seu trabalho muito bem.

Milhões de empregos é uma excelente notícia. Mas haverá uma grande competição por essas vagas. Estarão na disputa pelos melhores cargos os mais qualificados e atentos aos “detalhes”.

Para as previsões, o IPEA considerou uma alta de 5,5% na economia brasileira em 2010.

Angela Souza é Diretora de Desenvolvimento Humano e Organizacional da empresa Talk Interactive. É bacharel em Filosofia pela UFSC, especialista em Filosofia Política (UFSC) e em Gestão Estratégica de Negócios (FGV/RJ). É também mestre em Gestão Estratégica (UDESC/ESAG).


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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.