Zilda Arns: morre a fundadora da Pastoral da Criança

Sabe quando você descobre que uma pessoa vai além de todo mundo? Quando não consegue encontrar um semelhante. Foi assim que recebi a notícia da morte de Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança. Uma mulher que sempre me emocionou a cada nova ação, a cada gesto em defesa da vida, e principalmente, pela coragem e energia.

Quantas pessoas podem bater no peito e dizer que salvou uma vida? Ela pode dizer que salvou milhares. Eu me orgulho de ter uma mulher destas como brasileira. Deveria ser mais do que um exemplo para nossos governantes.

Ela morreu ontem no tremor de terra no Haiti, enquanto transmitia para a população local as práticas de sucesso da Pastoral no Brasil, hoje a Pastoral da Criança existe em 27 países, um modelo de defesa da saúde extremamente barato e eficaz. Zilda recebeu vários prêmios nacionais e internacionais, mas com certeza, nenhum fez jus ao seu trabalho. Espero de coração que a Pastoral se fortaleça, encontre novos líderes capazes de sintetizar o sonho de sua fundadora e quem sabe sua morte estimule mais pessoas a ir além.

Nascida em Forquilhinha (SC) em 1934 e irmã do cardeal-arcebispo emérito de São Paulo, d. Paulo Evaristo Arns, Zilda Arns Neumann era médica formada em 1959 pela Universidade Federal do Paraná, tinha cinco filhos e dez netos. Atuou como pediatra no Hospital de Crianças Cezar Pernetta e como diretora técnica da Associação  de Proteção Materno Infantill  Saza Lattes, em Curitiba (PR), e, posteriormente, como diretora de Saúde Materno-Infantil, da Secretaria de Saúde Pública  do Estado do Paraná e do Ministério da Saúde.


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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.