Viver a Vida: adaptações garantem independência de Luciana

Nos últimos anos o telespectador brasileiro se habitou a ver nas novelas da Rede Globo personagens interpretados por pessoas com deficiência, mas em Viver a Vida, o autor Manoel Carlos vem mostrando em detalhes o processo de reabilitação de uma paciente com lesão medular, caso da personagem Luciana, interpretada por Alinne Moraes.

Após as cenas do hospital e as muitas situações vividas pela família, chega a fase mais demorada e, por isto mesmo, difícil. No caso da personagem a reabilitação está sendo feita em casa com a ajuda de uma Terapeuta Ocupacional e de uma Fisioterapeuta. Para a grande maioria dos pacientes este trabalho é feito em instituições, mas o caminho é o mesmo.

Na luta pela busca de maior independência, as órteses tem papel fundamental, pois auxiliam nos movimentos e nas atividades da vida diária, como nas cenas em que Luciana consegue se alimentar sozinha. Na novela foi escolhida a órtese Tuboform, criada no Brasil há mais de vinte anos e utilizada por pacientes de países como Portugal, Itália, Alemanha, Espanha, Israel, entre outros, além do Brasil.

Eu conheci e trabalhei com os criadores da órtese, chamada Tuboform pelo formato óbvio, e é mais uma história de empreendedorismo por oportunidade que deu certo. Tudo começou quando a Terapeuta Ocupacional, Gisleine Martin e o designer, George Philot buscaram atender uma necessidade de seus próprios pacientes. O invento rendeu a eles uma empresa que hoje é referência no setor de reabilitação, deram palestras para especialistas e instituições em muitos países, foram tema de reportagens e com o tempo se depararam com novos desafios.

Ver a órtese na novela é como ver a coroação de um trabalho longo, árduo mas muito frutífero. Um trabalho que une um bom negócio com uma excepcional necessidade de um consumidor muito especial.

www.expansao.com

 

 

 

 


Este artigo pertence ao Caminhando Junto Blog.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.