Planos de Saúde terão mais 70 novas coberturas

A partir do dia 7 de junho os planos de saúde vão ser obrigados a ampliar o rol de cobertura que oferecem tanto nos planos individuais quanto nos empresariais. Dentre as novidades estão transplante de medula óssea, implante de marcapasso multissítio, além da ampliação do atendimento de fono, psicólogo e outras 70 novas coberturas. A Agência Nacional de Saúde fez uma ampla consulta pública no ano passado para definir as novas regras, foram milhares de sugestões que resultaram nestas mudanças.

Somadas às resoluções de 2009 que alteraram algumas regras, principalmente, para planos empresariais, fica claro duas coisas:

A)   O Governo vem transferindo muito da assistência médica ao setor privado, aumentando a responsabilidade de operadoras e seguradoras e, é claro, que isto tem um impacto no custo. Hoje o benefício saúde, na maioria das empresas, só perde em valor para a folha de pagamento.

B)   O resultado prático disto tudo é o aumento da responsabilidade do gestor do benefício seja ele um profissional de RH ou uma consultoria especializada.

Ampliando as coberturas o benefício se torna ainda mais importante para os funcionários, por outro lado, mais caros para a empresa que o oferece. Como o reajuste agora só pode ser aplicado no aniversário do contrato, se a gestão do benefício for mal feita, o índice de reajuste pode ser tão alto que inviabiliza a renovação do contrato.

Já é comum no dia-a-dia, ver operadoras simplesmente declinando de alguns contratos ou exigindo reajustes tão altos que impedem qualquer negociação. A operadora perde o cliente, o RH tem que correr atrás de outro fornecedor sem entender o que aconteceu e funcionários tem que se adequar ao novo plano de saúde contratado, muitas vezes, de qualidade inferior.

Porque isto acontece? Da mesma forma que o descontrole no fluxo de caixa ou na utilização dos recursos da empresa, o sucesso de um benefício está ligado à gestão. O monitoramento das informações e a aplicação de ações específicas buscam o equilíbrio entre o melhor uso e melhor custo do plano de saúde.

O que determina uma boa gestão? Vários fatores, desde a qualidade do relacionamento entre a empresa e a corretora que vendeu o plano de saúde, a competência dos profissionais da corretora em oferecer o suporte necessário ao RH e até mesmo o contrato redigido na contratação.

Cabe ao gestor do benefício ou o Recursos Humanos da empresa se cercar do máximo de cuidados no ato da contratação, buscar informações, referências e cobrar transparência durante a vigência do contrato. 

 

 

 

 


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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.