Marianne Faithfull- Uma história rock’n’roll

Tina Turner, Dusty Springfield e a incrível Janis Joplin, e atualmente Alanis Morrissete,  e as vocalistas do Evanescence, Nightwish, Blondie . No Brasil, Pitty, Ritta Lee, Fernanda Takai entre outras. Porém, se remontarmos a história do rock as mulheres sempre foram minoria nas galerias de nomes que entraram para a história . Uma das raras exceções, desde o começo dos anos 1960, foi a britânica Marianne Faithfull. A história dessa mulher é uma loucura e vale pena saber um pouco mais. Ela trabalhou com música e a cultura pop nas últimas cinco décadas.Sendo filha de uma baronesa austríaca, educada em colégio de freiras, cantora, compositora, atriz, modelo das passarelas da moda e de Salvador Dalí, Marianne também foi musa e namorada de uma lista de personalidades lendárias que impressiona: Mick Jagger, Keith Richards, Brian Jones, John Lennon, David Bowie e Bob Dylan. Ah…tá bom…Você é mulher e está lendo o texto. Ela era “Totalmente demais” como Hanoi-Hanoi definiu nos anos 80’s.

            O tio-avô de Marianne era o barão Leopoldo Von Sacher-Masoch, da novela “Vênus das Peles” que deu origem ao termo “masoquismo”. Na primavera de 1964, quando o Rolling Stones roubava a cena em Londres aconteceu a estreia de Faithfull. Ela era realmente encantadora, linda, culta, uma gata no auge dos seus 17 anos e foi avistada em uma das festas dos Stones pelo primeiro empresário do grupo. Ela foi contratada na hora. Por isso, ela assina como co-autora algumas das melhores baladas de Jagger e companhia nos anos 1960.

            Ela gravou mais de 20 discos com repertório sofisticado, mas sem abandonar as origens, sempre alternando composições próprias e clássicas do blues.Marianne também foi premiada como atriz em festivais importantes, com os filmes um pouco estranhos: “Quando os Porcos Voam” (1993), “Moondance” (1995) e “Irina Palm” (2007), entre outros.

             O show que comemora seus 40 anos de carreira “Live in Hollywood”, está sendo lançado agora em CD e DVD. De cara , o cd abre com “Trouble in Mind”, do repertório de Janis Joplin. Também recria “Working Class Hero” (de John Lennon), “Strange Weather” (de Tom Waits), “The Mystery of Love” (de P. J. Harvey) e “Incarceracion of a Flower Child” (de Roger Waters). Resumindo: ela continua rock’n’roll.

Eduardo de Souza-Jornalista


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