Natal online: segurança do internauta é fundamental

O Brasil lidera os negócios de pessoas físicas na internet na América Latina, com 80% de participação no mercado. Às vésperas do Natal, então, as transações online caminham para mais um recorde, já que um número crescente de pessoas prefere se acomodar diante do computador quando tem de comprar livros, perfumes, CDs, DVDs, equipamentos eletrônicos, eletrodomésticos, brinquedos, bebidas etc. Até mesmo 20% das compras de supermercado são realizadas sem precisar passar pelo caixa. A pergunta diante dessa tendência é: o internauta está seguro?
Em meio à euforia das vendas e à retomada da economia depois de um tempo de retração, uma coisa é certa: as vendas pela internet aumentaram e exigem um novo comportamento tanto do internauta/consumidor, quanto das empresas que disponibilizam o serviço a seus clientes. Muito se fala sobre o assunto, mas o quesito segurança ainda desperta incertezas diante de tantos assaltos virtuais registrados e noticiados diariamente. Não se pode continuar negligenciando o item segurança.
Não são poucos os pop-ups que abrem com grandes ofertas-relâmpago – nem todos idôneos. Isso sem falar nos spams e e-mail marketing que lotam as caixas de mensagens das pessoas com sugestões de Natal, grandes promoções e até ‘sorteios’ de fim de ano. E quem são essas pessoas? Sua secretária, seu vendedor, seu gerente e até mesmo você. Ou seja, quando menos se espera, há inúmeros colaboradores economizando tempo e fazendo compras de Natal online na hora do almoço, a partir do computador da empresa. Mas, será que é seguro?
Muitos empresários só tomam consciência da necessidade de contar com um nível de segurança compatível com os riscos reais depois de acontecer algum desastre. O termo desastre, inclusive, representa bem a situação em que um ardiloso malware ou mesmo um vírus do tipo ‘trojan’ capturam todos os dados bancários e pessoais de quem acessa a conta bancária da empresa pela internet ou ainda roubam informações estratégicas do banco de dados. Nessas horas, não há que se lamentar. É necessário, rapidamente, corrigir o erro de não ter investido na prevenção de desastres antes.
Além de implantar um sistema de backup e de segurança da rede na empresa, vale a pena pensar se não é hora de criar regras mais claras quanto ao uso da internet no local de trabalho, pedindo a colaboração de todos. Muitas organizações proíbem terminantemente o uso do computador corporativo para assuntos pessoais. Mas se a sua empresa é mais colaborativa e aposta no bom senso do grupo, aqui estão algumas dicas para seus colaboradores:
1. Evite fazer compras em sites desconhecidos ou que não tenham sido recomendados por amigos;
2. Caso você tenha efetuado a compra em um site pela primeira vez, passando todos os dados pessoais e do cartão de crédito ou débito, anote todas as informações da empresa em questão (telefone, endereço, CNPJ) para o caso de haver reclamações;
3. Mesmo comprando em sites de empresas idôneas, guarde sempre uma cópia do seu pedido, com detalhes da compra, dados de entrega e forma de pagamento, além da confirmação do pedido;
4. Todos os sites com boa reputação expõem claramente os detalhes de segurança, a fim de tranquilizar os clientes. Leia atentamente e mande e-mail em caso de dúvida;
5. Privacidade não tem preço. Empresas que garantem a proteção das suas informações devem trazer essas explicações no procedimento da venda/compra. Na dúvida, não realize a compra. Nada mais caro a alguém do que seus documentos pessoais. Até mesmo porque será você quem responderá por qualquer fraude em que seus dados tenham sido usados, mesmo que inadvertidamente.
Adriano Filadoro é consultor e diretor de tecnologia da Online Brasil (www.onlinebrasil.com.br), empresa de TI especializada em Data Center, Segurança, Virtualização e Sistemas.


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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.