Anjos rebeldes da MPB – Renato Russo

        Atualmente estou escrevendo sobre os anjos rebeldes da MPB e sua importância para a música nacional.Infelizmente na semana passada alguns leitores não entenderam bem quando falei da vida pessoal do Cazuza, mas tudo bem…respeito todas as opiniões e elas só valorizam esse blog. E como falar do Renato Russo sem lembrar da sua depressão ,constante impulsividade e rebeldia. Só quem conheceu de perto sabe. Como não falar daquelas letras poéticas enormes que decorávamos sem dificuldade nenhuma. Ás vezes até competíamos para saber quem cantava as músicas inteiras sem errar. As melodias extremamente simples marcando terreno nos anos 80.

            “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã por que se você parar pra pensar realmente não há” . Renato Manfredini Júnior nasceu em 27 de março de 1960 para ser considerado um dos mais importantes compositores do rock brasileiro e fazer parte de uma banda que vendeu 20 milhões de discos e que continua vendendo mesmo depois de sua morte

            O dia 11 de outubro de 1996 pode ter sido o dia mais triste para uma geração inteira.Ele morreu, pesando apenas 45 quilos, em conseqüência da AIDS (era soropositivo desde 1989), mas jamais revelou publicamente sua doença. Seu corpo foi cremado e suas cinzas lançadas sobre o jardim do sítio de Roberto Burle Marx. Antes disso , ele emocionou muitos garotos e garotas e celebrou a estupidez humana e a sua própria como no show em Brasília, até hoje mal explicado pelo cantor e pela polícia. Entre mortos e feridos…

            Como Raul Seixas , Renato exercia uma espécie de fascínio em seus fãs que tinham nele uma um guru de uma vida mais passional e desapegada com a realidade. Obras lindas , obras incontestáveis: “Faroeste Caboclo” pode virar filme e “Pais e filhos” que está entre as dez músicas mais intrigantes do rock nacional. Mas a minha preferida mesmo é “Índios”, nossa identidade estampada em flagelos de decadência e esperança corrompida por toda a sorte de pessoas maquiavélicas.

            É uma pena pensar que não só o Renato não está mais entre nós mas Cazuza, Cássia Eller, Tim Maia, Raul Seixas. Eles tinham tanto ainda para enriquecer nossa atual pobre MPB.

 “Todo homem é incendiário aos vinte anos, e bombeiro aos quarenta.”Fernando Sabino

Eduardo de Souza

Jornalista


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