O que fazer com o 13°

Desde 1962, empresas são obrigadas a pagar o 13° salário aos seus funcionários. Segundo a lei, o valor deve corresponder a uma média dos salários recebidos nos 12 meses anteriores e, no caso do funcionário que foi admitido durante o ano, o pagamento deve ser proporcional ao tempo trabalhado. Ao evitar algumas práticas incorretas, temos mais chances de utilizar essa bonificação com o objetivo para o qual ela foi criada. O décimo terceiro é um dinheiro extra e não parte do orçamento do mês, por isso, deveria ser direcionado ao pagamento de despesas ou para algum tipo de investimento, como, por exemplo,  a poupança, e não para pagar contas do orçamento mensal.

O décimo terceiro salário, também conhecido como Bonificação Natalina, é um sopro de ar fresco para as contas apertadas do final do ano. Afinal, em dezembro queremos presentear os amigos ou viajar e, por isso, todo dinheiro é bem vindo nessa época. Mas um grande risco é usar este recurso de forma inadequada, pois é no mês de janeiro que acontece o pagamento de vários impostos, além de existirem gastos extras com a escola dos filhos.

Não é recomendável que o décimo terceiro seja totalmente utilizado para quitar despesas. Infelizmente, esta é uma atitude comum entre os trabalhadores que, devido a um mau planejamento financeiro durante o ano, encaram o décimo terceiro como uma tábua de salvação, comportamento que pode se repetir por vários anos. Pela minha experiência com administração de contas pessoais, acredito que a melhor forma de lidar com o acréscimo de contas em dezembro e janeiro é poupar mensalmente uma pequena quantia, que deverá ser revertida ao pagamento das várias contas que surgem entre esses dois meses, para isto, o planejamento é fundamental.

Um dos casos mais preocupantes de má utilização do décimo terceiro é a sua antecipação por meio de empréstimos bancários, geralmente feitos em momentos de emergência e extrema necessidade. O que poucos lembram é que o banco cobra juros sobre esse valor adiantado e o pagamento deste empréstimo acaba ficando maior do que a própria bonificação. Além disso, essa prática torna difícil a desvinculação do cliente com o banco, já que todo ano você precisará desse adiantamento cada vez mais cedo, o que leva a um efeito “bola de neve”.

 Um bom uso dessa tão esperada bonificação é o pagamento de algum gasto inesperado que pode surgir no decorrer do período de final de ano. Assim como dito no início deste artigo, o 13° é um dinheiro extra, que deve ser usado para despesas extras e não para tapar buracos criados ao longo do ano. Nesse momento, uma dica que nunca envelhece é importante: poupe o dinheiro da Bonificação de Natal e utilize-o para algo maior, junto a outras quantias guardadas anteriormente. Um conselho é certo: não desperdice esse dinheiro, que não deixa de ser um presente no final de ano que se aproxima.

 

Dora Ramos atua no mercado contábil-administrativo há mais de vinte anos. É fundadora e diretora responsável pela Fharos Assessoria Empresarial. Para mais informações, acesse www.fharos.com.br.


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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.